Lucifer | 2×17 – Sympathy for the Goddess

Lucifer, Charlotte e Amenadiel ainda estão na busca de alguma outra peça para a adaga que abrirá as portas da Cidade de Prata e conseguem uma pista bem misteriosa, mas o rapaz acaba morrendo e eles têm que contatar a polícia para a segurança de todos e caso encontrem o assassino logo em seguida. A pista é sobre o que está faltando para que a adaga realmente entre em chamas. Coisas que Chloe e Daniel não podem nem sonhar que existem por trás do novo caso que acaba unindo-os mais com Charlotte. Não que Dan tenha gostado muito da situação com a ex-amante, o que deixou tudo um pouco cômico.

Sinceramente, quem aproveitou bem a situação foi a mãe de Lucifer, já que a mesma usou toda e qualquer oportunidade que teve não só para descobrir mais sobre o caso, mas também sobre Chloe, e unir duas personagens como estas num plot foi algo bastante bem bolado e feito. As duas se uniram na festa da cliente da advogada para chegar mais perto do provável suspeito: o irmão da vítima que é um rapper sem sucesso. Não preciso nem comentar o que foi Chloe cantando rap naquela roupa super sexy dela e pagando de fã maluca atrás do garoto. Mais hilário que isso só as cenas de Maze, que contrastam sempre essa nuance entre ação, drama e comédia, principalmente aqui, que envolveu uma mega briga com seu ex-chefe e uma prova de amizade verdadeira com a Dra. Linda.

Contudo, de todas as duplas formadas durante o episódio a que eu menos esperava ver era Amenadiel e Dan bebendo num bar como antigos amigos. Já rever Maze e Lucy juntos envolvendo um plot tenso, que é a ida dele para o Céu, foi superbacana, já que tivemos uma DR linda e no final um pedido de desculpas sinceros dele para com ela após perceber que suas ações machucaram os sentimentos da nossa demônio fofa. Ainda tenho que admitir que a frase mais pesada nesta briga foi verdade, Lucifer realmente usa as pessoas como os seus pais e talvez isso tenha que ser trabalhado em mais algumas sessões de terapia daqui para frente.

O caso do dia foi solucionado com Charlotte no meio e sua interferência a levou a ter um papo sincero, ou quase, com Decker, a quem ela admitiu ser a ex-esposa do pai de Lucifer. Logo, a detetive fez-se entender sobre toda a situação entre os dois, assunto este que ela nunca entendeu direito por falta de explicação mesmo dos dois. Charlotte consegue pegar uma chave para um cofre onde estaria guardado a última peça para ativar a adaga, mas só o que se encontra é um livro antigo escrito em samaritano. Por sorte, Amenadiel é um nerd e sabe ler todas as línguas. Ao traduzir o livro, ou parte do mesmo, ele descobre que para ativar a adaga Deus confiou uma chave ao seu filho favorito, que até então pensávamos ser Lucifer, mas na verdade é o próprio Amenadiel, o que deixa todos chocados – inclusive eu.

Ao mesmo tempo vemos outro plot twist acontecendo, que é a morte do rapper que foi o assassino do caso. Ainda não encontrado por Chloe e Daniel, o garoto diz ter a verdadeira peça e marca um encontro muito misterioso com Charlotte, que é esfaqueada por ele. Só que ao invés de morrer ela tira a faca de seu corpo e expele aquela luz toda, mantando o rapper com esse poder divino. Porém, não sabemos se ela vai morrer, pois terminamos o episódio vendo que ela apenas ficou agonizando, e é óbvio que a “casca” humana que ela está contida não está mais aguentando o fato de ter um ser celestial dentro de si. Como ela e seus filhos queridos lidarão com isso ainda não sei, mas que essa reta final da temporada está boa ninguém pode negar.