Ozark | A desinteressante nova série da Netflix

No novo drama de Netflix, Ozark, Jason Bateman interpreta Marty Byrde, um lavador de dinheiro que tem que se mudar bruscamente com sua família de Chicago para Lake of the Ozarks, com o objetivo de convencer os chefes do seu cartel de drogas irritados que ele pode realizar sua “magia financeira” no que ele acredita ser território virgem. Em vez disso, ele fica atônito ao descobrir que os habitantes locais não só viram seu tipo antes, mas que há tanto crime no novo local que talvez essa não pode ter sido sua melhor escolha.

O dilema de Marty é infelizmente o que resume Ozark. O que poderia soar como uma nova ideia há 10 ou 15 anos – o anti-herói branco de meia-idade que faz algo terrível para ajudar sua família e acaba se afundando cada vez mais no submundo -, agora está tão cansado e batido que precisaria ser muito mais do que é apresentado para soar minimamente interessante.


A série é escura em todos os sentidos. A violência gráfica, a paleta de cores silenciosa que faz com que tudo pareça azul, a falta de humor e a forma irritantemente metódica na maneira como tudo na série segue o playbook Breaking Bad. Nem o primeiro episódio chega a empolgar para querer continuar. O protagonista é esforçado, mas seus dramas são desinteressantes, além de o ritmo da trama ser bem arrastado. Honestamente, gostaria de entender o objetivo da Netflix em lançar um seriado nem um pouco original como este.

Há momentos ocasionais em que Ozark tenta ser algo diferente, muito graças ao desempenho de Jason Bateman e Laura Linney. Entretanto, esses poucos momentos não são suficientes para segurar uma série que, por mais que seja esforçada, soa extremamente medíocre… Até porque sem um roteiro minimamente satisfatório, nem atores que já provaram ser tão capazes quanto esses dois conseguem salvar a trama.