Especial Dia dos Pais

Dia dos Pais! O LoGGado não poderia deixar de prestar sua pequena homenagem a eles. Para isso, foi feita uma seleção de dez filmes de diversos gêneros e épocas, que tratam sobre a relação pai e filho(s) e a importância dessa figura na vida de uma criança. Para muitos, o pai é o primeiro herói, um grande exemplo a ser seguido, já para outros pode até ser uma figura distante, mas, de uma forma ou de outra, carregamos um pouco dele dentro de nós, mesmo que não percebamos.

 

Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003)

Imagine crescer ouvindo as mais incríveis (e impossíveis) histórias sobre a fantástica vida que seu pai levou até o dia de seu nascimento. William Bloom foi uma dessas crianças, mas que acabou crescendo descrente, ao passo que percebeu que muito do que o pai lhe contava não passava de uma grande fantasia com a qual ele encobria a verdade sem graça.

Quando seu pai Edward fica doente, ele começa a se lembrar de todas essas histórias e, aos poucos, vamos conhecendo a incrível vida de Edward Bloom. A relação entre pai e filho não é muito boa, uma vez que o filho se tornou um adulto cético, e agora com sua mulher prestes a dar à luz, precisa entender seu pai e todas essas histórias para que ele mesmo saiba que tipo de pai será.

Este realmente é um filme fantástico com a direção espetacular e marcante de Tim Burton, que conta em seu elenco com Ewan McGregor no papel principal, além de Helena Bonham Carter e Jessica Lange. Todos os cenários e personagens são absurdamente coloridos e impossíveis, combinando perfeitamente com a fantasia das histórias de Edward, embora ao longo do filme fique realmente difícil dizer o que é real e o que não é. Mesmo que a estética se mantenha fantástica até o fim, nos damos conta de que a verdade é bem mais complexa do que parece. Uma vez que William compreende isso, poderá finalmente entender a identidade de seu pai e a sua própria.


Um Herói de Brinquedo (1996)

A Sessão da Tarde assegurou que este filme não poderia faltar nesta lista em homenagem aos pais. Em Um Herói de Brinquedo, Arnold Schwarzenegger interpreta Howard Langston, um executivo viciado em trabalho, um dos clichês de filmes desse gênero no qual o pai não tem tempo para a família e precisa de alguma forma reconquistar seu amor e confiança.

É Natal e a forma que Howard encontra para agradar seu filho e compensar sua ausência é lhe prometendo o boneco mais desejado pelos meninos: o Turbo-Man. Infelizmente o boneco está praticamente esgotado em todos os lugares e Howard terá que, além dos lojistas, enfrentar outro grande inimigo: o carteiro Myron, outro pai determinado a conseguir o boneco para seu filho.

Este filme não poderia faltar aqui, pois com uma ideia simples e um enredo divertido trata de uma visão comum de muitos meninos em relação a seu pai: a de herói. E Howard literalmente precisará se transformar em um super-herói para realizar o desejo do filho. Muito mais do que a expectativa que a criança tem em relação ao pai, esse é um longa que trata do amor que o pai tem pelo filho, por mais que não tenha tempo para demonstrá-lo, e da preocupação que possui para não decepcioná-lo.


Procurando Nemo (2003)

Todos conhecem essa animação e se divertiram com as aventuras de Nemo tentando voltar para casa. Lembrando o título do filme, há outro personagem que merece ser aplaudido: Marlin, o pai de Nemo. Desde o início vemos o quanto ele ama o filho e tenta protegê-lo, principalmente após a tragédia que levou embora sua parceira e os outros ovinhos do casal.

Um ponto interessante de Marlin é que ele nos mostra sua fraqueza desde o começo. Ele tem muito medo de tudo que não conhece. E é assim na vida real: por mais que nos tornemos pais ou mães, nossos medos não se dissipam, pelo contrário, aumentam, uma vez que agora temos uma criança sob nossa responsabilidade.

Marlin sempre procurou dar o melhor para Nemo, mas não percebeu o quanto o estava limitando. Quando se viu sem o filho, teve que enfrentar os próprios medos para trazê-lo de volta. Assim, Procurando Nemo, por mais engraçado que este comentário vá parecer, revela alguns dos sentimentos mais humanos que todos os pais vivenciam em algum momento: o de deixar o filho partir.


Mr. Holland – Adorável Professor (1995)

Um professor muitas vezes representa a figura de pai para seus alunos, já que pode acabar interpretando um papel de grande influência em suas vidas. Neste filme, Richard Dreyfuss interpreta o jovem compositor Glenn Holland, que decide se tornar professor de música em uma escola, mas não esperava que seus alunos fossem tão ruins e desinteressados pelo assunto.

Aos pouco, no entanto, as coisas vão mudando, Glenn consegue cativar seus alunos, que também passam a se esforçar mais, e juntos conseguem fazer belas melodias. Tudo parece bem, até que Glenn e sua mulher descobrem que seu único filho é surdo e ele fica arrasado. Música é sua vida, é a maneira como se expressa com o mundo. Como se comunicaria com seu próprio filho?

Neste filme podemos ver a influência de um professor na vida dos alunos, que acabam por ajudá-lo a superar as próprias dificuldades pessoais e entrar em contato com o seu próprio filho de maneira emocionante.


Uma Babá Quase Perfeita (1993)

Neste outro queridinho da Sessão da Tarde, Robin Williams interpreta o carismático pai Daniel Hillard, que enfrenta um momento difícil em sua vida: a separação. Não aceitando passar tanto tempo longe dos filhos, ele tem uma ideia bem criativa e diferente para ficar perto das crianças: se transformar na babá Sra. Doubtfire. Assim, ele consegue muito mais do que ficar perto de seus filhos, passa a conhecê-los melhor.

Acreditamos que há esperança para o casal e que eles voltarão a ficar juntos, mas o enredo nos apresenta outra solução condizente com a realidade de muitas famílias. É uma desmistificação do divórcio e a confirmação de que se feito de maneira correta, as crianças não sofrerão com o afastamento dos pais e poderão superar esse momento triste, entendendo que mesmo que os pais não estejam mais juntos, estarão sempre com elas.


2 Filhos de Francisco (2005)

A história dos músicos brasileiros Zezé Di Camargo e Luciano é similar a de muitos brasileiros, o diferencial apresentado pelo filme é a persistência do pai, que nunca desistiu de realizar o sonho dos filhos. A verdade é que inicialmente o sonho é dele mesmo, um ponto perigoso, mas que acontece em muitas famílias: os pais projetarem seus sonhos nos filhos.

Só que o sonho de Francisco também significa uma vida melhor para os seu filhos. Alcançá-lo era quase impossível, mas jamais desistiria, pois em seu coração sempre desejou que os filhos tivessem uma vida melhor que a sua. Ao longo da trajetória dos irmãos muita coisa acontece, muito sofrimento e rejeição, mas a sorte lhes sorri e o sucesso chega. Por fim só resta buscar aquele que sempre acreditou nesse sonho e dizer: obrigado.


O Paizão (1999)

Às vezes os melhores e mais dedicados pais surgem em momentos e em homens que menos indicavam que tal fato fosse possível. Sonny Koufax (Adam Sandler) passou a vida fugindo das responsabilidades, até que é trocado por sua namorada por um homem muito mais velho.

Desesperado para reconquistá-la, Sonny precisa provar que é maduro e que está pronto para ter a vida de um adulto, então decide adotar Julian, um menino de cinco anos. Sem jeito nenhum para ser pai, Sonny passa por poucas e boas, mas acaba conhecendo melhor e se afeiçoando muito pela criança, decidindo realmente que, independente de qualquer coisa, quer ser o pai daquele menino.

Esse filme é interessante por mostrar exatamente aquele tipo de pessoa de quem não se espera muita coisa, mas que acaba surpreendendo a todos, tornando-se responsável. Há situações assim na vida real, ainda que raras, e nada melhor que o amor entre pai e filho para torná-las mais frequentes.


A Vida é Bela (1998)

Como você contaria para seu filho que alguns homens decidiram que, porque você nasceu dentro de uma determinada comunidade, é um ser inferior e deve morrer? Como você contaria que ele muito provavelmente nunca mais irá ver a mãe e que não sairá vivo desse lugar, que os força a trabalhar e os maltrata? Simplesmente você não conta. É o que Guido Orefice decide quando ele e sua família são levados para um campo de concentração. Separados da mãe, cabe a Guido manter o filho vivo, sem que tenha consciência dos horrores que estão acontecendo naquele lugar.

Com muita imaginação, Guido transforma a estadia do filho em um grande jogo, mantendo-o calmo e alheio a tudo, fazendo com que sobreviva até a libertação do campo. É um dos filmes mais emocionantes que já vi, no qual o amor pelo filho chega ao extremo sacrifício do pai.


O Mentiroso (1997)

Nada neste mundo é mais sincero que um pedido de uma criança. E quando o filho do inescrupuloso advogado Fletcher Reede (Jim Carrey) deseja que seu pai pare de mentir e cumpra com as promessas que faz, pode ter certeza de que o desejo se realizará. É claro que essa situação não favorecerá Fletcher em nada, que utiliza suas habilidades na mentira para ganhar seus casos e livrar seus clientes da prisão. Agora impossibilitado de mentir, ele precisa enfrentar a verdade e aprender a usá-la a seu favor.

Essa história na verdade é uma grande representação de muitas relações entre pais e filhos, nas quais o pai promete alguma coisa e não cumpre. É normal achar que a criança não liga, ou não percebe, mas, pelo contrário, elas sempre percebem e sempre ficam muito magoadas.

Muito mais que uma comédia sobre um homem mentiroso que não pode mais mentir, este é um longa que chama a atenção dos pais para que sejam sempre sinceros com seus filhos e que respeitem seus sentimentos desde sempre.


Capitão Fantástico (2016)

Nas florestas do estado de Washington, um pai cria seus seis filhos longe da civilização em uma rígida rotina de aventuras. Ele é forçado a deixar o isolamento e leva sua família para encarar o mundo, desafiando sua ideia do que significa ser pai, quando sua esposa, depois de um longo período de internação, falece.

As crianças foram educadas pelo pai desde sempre, seguindo sua filosofia de vida e vivendo do que a natureza tem para oferecer. Muitos não entendem o método radical do pai, que proporcionou aos filhos um estilo de vida completamente diferente dos demais jovens. O choque de culturas é grande, uma vez que as crianças entram em contato com o resto da família. Mesmo assim, o pai é firme em sua escolha em relação à criação dos filhos.

Um filme que nos faz repensar nosso acomodado modo de viver, além de tocar na difícil relação que os filhos têm com o pai, querendo enfrentá-lo, apesar do enorme respeito que possuem por ele. Afinal, por mais que se tente controlar o tipo de vida que os filhos levam, eles sempre acabam decidindo por si mesmos. Cabe aos pais compreenderem isso e terem certeza de que ofereceram o apoio necessário para tal. Capitão Fantástico é inovador e uma homenagem à liberdade.

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Essa foi nossa homenagem a todos os pais através de figuras paternas que marcaram gerações no cinema. Agora aproveite o dia com seu papai e escolha um desses filmes para assistir com ele!