Crítica | LEGO Ninjago – O Filme

O título oficial é LEGO Ninjago – O Filme, mas para o público de massa que irá aos cinemas assistir esta animação se tornou apenas Ninjago. De qualquer forma, até mesmo o público que se divertiu com os outros filmes da franquia LEGO (Uma Aventura LEGO e LEGO Batman: O Filme) encontrará uma história bem mais vazia e menos divertida que seus antecessores.

A história, baseada em uma série animada que estreou em 2011, conta a história de alunos do ensino médio que têm vidas secretas como ninjas, pois eles precisam proteger Ninjago, sua cidade natal, que é uma nação construída a partir de blocos de LEGO. A ameaça é um terrível vilão chamado Lorde Garmadon, que faz de tudo para dominar a cidade. É uma história simples de heróis versus vilões, jornada de autoconhecimento e, principalmente, conflitos familiares que soam pouco originais e, às vezes, bem preguiçosos.


Entretanto, o filme possui qualidades, como a dublagem extremamente engraçada e atual, que não deixa a desejar em nada se comparada às elogiadas performances de Dave Franco como Lloyd, o Ninja Verde – que secretamente carrega o fardo de ser filho de seu arqui-inimigo -, e Justin Theroux, que deu vida ao Lorde Garmadon, um líder de guerra de quatro braços que é de longe uma das melhores coisas da animação. Garmadon é basicamente um Darth Vader ligado no 220 volts e sua relação com Lloyd emula o que uma paródia pastelão de Star Wars poderia almejar. A química entre os dois personagens salva bastante do material do filme, mas tudo ainda parece bem vazio e conveniente ao longo da trama.

Outro ponto positivo é a participação de Jackie Chan na versão física, como um sábio e velho comerciante, e na versão animada, como um antigo mestre ninja. Seu Mestre Wu é divertido na medida certa e serve para acelerar a trama e fazer a história andar.


Infelizmente para a animação, mesmo com três personagens bons e dinâmicos não foi possível salvar uma trama fraca e sem muita personalidade, de modo que a história se mantém na média e a sensação que fica é a de que algo com grande potencial foi desperdiçado – como o ótimo plot envolvendo a Meowthra, que acabou perdido no meio de tantos elementos mal desenvolvidos.

O que nos resta, portanto, é ficar na torcida para que os próximos filmes da franquia LEGO sejam mais originais, como eles já provaram ser possível.