Knightfall | 1×06 – The Pilgrimage of Chains

Knightfall é uma daquelas séries pretensiosas que começa morna e vai esquentando com o desenrolar dos episódios. Quem diria que tudo isso aconteceria ainda na primeira temporada? William ser descoberto, uma outra irmandade surgir e ter uma relevância incrível, e, claro, o novelão entre os nossos personagens ir bem além do esperado. Não sei vocês, mas isso aqui anda melhor que muitas outras coisas na minha grade.

Começamos vendo que Landry voltou ao templo meio surtado da cabeça, e ao longo do episódio vamos descobrindo que é por ele ter traído o amigo para descobrir o local onde está o Graal. Nosso mocinho faz sua culpa se estender um pouco e vemos até onde ele é fiel aos princípios templários, à sua fé e, no fim, à mulher que ama e agora carrega seu filho. Típico, porém seus esforços em manter Tancrede longe da Irmandade da Luz falham no final… E que cena, meus queridos! Toda emoção da amizade dos dois na linha tênue entre quem vai se sacrificar pelo segredo do Graal. Este é, na verdade, um dos pontos que mais gosto de ver na série: a força que rege os templários.

No fim, Tancrede se dispõe, recebe o perdão de seu mestre e este ouve a seguinte frase: “Volte para onde conheceu Godfrey e acharás o que procuras“. Achei isso um pouco sem criatividade, já que sempre nosso mestre templário tem que remeter ao passado para escavar segredos. Contudo, vamos esperar para ver o que o convento das freiras no qual Landry foi criado nos guarda: se é mesmo o Graal ou mais uma pista para o mistério da série.

Temos que comentar sobre o novelão da corte francesa também, que está uma coisa “maravigold” de se ver. Finalmente o rei intitula seu irmão salvador da pátria e, para celebrar, Isabella resolve “dar um presente” ao seu tio. Pena que a garota é tão peralta que é ela quem encontra os corredores secretos onde William espiona a todos, inclusive a sobrinha em sua maior privacidade.

Revoltada da vida, ela decide contar tudo aos pais – incluindo o plano de matar o seu amado marido. Sem hesitar, Philip condena o irmão à forca. E se vocês acham que para por aqui, tem mais: um pouco antes disso, William nos apresenta ao seu tio, o homem mais perigoso de toda a França“, e lhe pede ajuda para conspirar na construção de um exército francês, já que, segundo ele, “não podemos confiar nos templários, afinal, eles só atendem ao Papa“.

Como o seu tio não é besta, logo vê toda a razão por trás de William, e nós também já sabemos que é por conta de Isabella. Mas eu achei uma desculpa esfarrapadíssima o William abrir a boca e dizer que é porque o seu irmão é fraco demais para governar a França e é a sua filha quem tem a força para fazer o que é certo. Gente, era melhor ele dizer que quer tirar a coroa do irmão logo sem enrolação, pois já sabemos como ele queria manipular a sobrinha, né?

Até poderia ser engraçado e render assim um argumento, se melhor elaborado no roteiro. Mas do jeito que as cenas foram feitas e a fala introduzida, só deu mesmo para ter pena. Foi como se o personagem não tivesse mais outra coisa a dizer para se defender… Tirando essa situação, este foi mais um ótimo episódio da série!