Gotham | 3×20 – Heroes Rise: Pretty Hate Machine

Gotham trouxe um dos episódios mais importantes da temporada esta semana, inclusive gostaria de me desculpar pelo erro sobre a bomba da semana passada: na verdade não tinha o vírus de Alice, era apenas uma bomba comum a qual Gordon impediu. E somente neste episódio é que a real bomba aparece na estação central de metrô da cidade. Contudo, até que Gordon chegue lá, muitas coisas acontecem, como o fato de ele ir atrás de Lee – aqui já afetada pelo vírus. Ela o rapta e o enterra vivo para provar que os dois são, no fundo, ruins e que merecem ficar juntos, já que segundo a mesma o vírus clareou sua mente e sentimentos pelo detetive.

Para não morrer com falta de ar, Gordon se vê encurralado dentro do caixão que Bullock não encontra a tempo e injeta o vírus em si mesmo para poder sair vivo de lá, e claro, impedir que a bomba exploda na estação. O mais engraçado é o sensor detetive dele e do atual Capitão de Polícia estar bem ativo nos últimos episódios, coisa que não víamos muito desde o início da série, palmas. Gordon não consegue impedir a bomba e ela explode graças a Bruce e o Shaman, que assistem tudo da Torre Wayne. Aqui vemos os dois plots finalmente fazerem sentido, o que ficou bastante confuso no episódio anterior: Alfred ainda está fazendo o seu melhor para encontrar o garoto e Gordon para impedir uma catástrofe maior.

Shaman e o seu mais novo discípulo começam a fazer uma limpa n’A Corte e são os dois que explodem a bomba, uma vez que o menino está sobre lavagem cerebral do mais velho. E nem o nosso mordomo Pennyworth consegue fazer muito quando a isso e ele acaba matando o líder das Corujas. Porém, vemos ainda uma deixa do mesmo para o futuro guardião de Gotham City: procure a Cabeça do Demônio. E como já temos confirmada a aparição de ninguém menos que R’as Al Ghul na série, agradecemos essa deixa de bom grado.

Gostaria de comentar sobre o amor de Alfred por Bruce, que a todo momento o chama de “meu garoto”. Mas nem isso foi mais forte do que a manipulação sofrida pelas corujas, mostrando aqui na série que nem sempre o amor salva e a complexidade da mente humana vai mais a fundo. Assunto este tão real no Universo do Morcego e mais uma vez demonstrado no episódio, como, por exemplo, o jogo feito por Selina contra os grandes mafiosos da cidade. No fundo mesmo ela só ver fugir, mas está preocupada com a parceria de Ivy e Pinguim.

Plot este bem tão bem melhorado quanto o de Gordon, já que vimos duas tentativas de assassinato contra Pinguim pelas mãos de Butch e Nygma. A primeira num esconderijo de Cobblepot e a segunda numa estufa onde Kyle vendeu a informação para Barbara e Edward em troca de sua liberdade, e isso me fez chocar assim como Ivy. Selina jamais trairia sua amiga, mas como ela morreu e ressuscitou, agora o que vemos é sim a futura Mulher-Gato, que é leal apenas aos seus gatos. Talvez essa nova personalidade da personagem ainda dê o que falar na série, mas voltando ao Pinguim, ele foi salvo por ninguém menos que Fish Mooney. Sim, meninos e meninas, nossa diva voltou à série, impediu Barbara e Nygma de matar o seu menino do guarda-chuva e ainda disse: cuidado comigo, suas falsianes, ainda estou por aqui. Rainha demais, né?

Bem, a cara de Nygma e Kean sobre a cena não foi nada agradável. Contudo, eles estão tão desnorteados que mais uma vez repito: o que os criminosos precisam é seguir o ideário de Oswald e derrubar A Corte antes de mais nada. Depois cada um pode se matar entre si para ver quem reina no final. Se bem que depois da entrada de Mooney não duvido nada que ela faça tudo isso e ainda ficar por cima. Na verdade, quem é Barbara Kean perto de Fish na criminalidade da cidade? Nem a Tigresa respeita Kean mais, quanto mais os outros.

Bom, se os criminosos irão conseguir deter A Corte é muito incerto, ainda temos o sumiço do menino Jerome e essa aparição do líder da Liga dos Assassinos para juntar na guerrinha civil… Sem contar que a G.C.P.D. irá ter muito mais trabalho pela frente para conter as vítimas da bomba com o vírus de Alice Thatcher. E que comecem os jogos, pois uma cidade sem o Batman é uma cidade de caos real.