Game of Thrones | A sexta temporada e os ventos do inverno no sétimo ano

Nos despedimos de Westeros e das terras além do Mar de Verão há mais de um ano, mas agora finalmente é chegada a hora de retornarmos para o universo construído pelos showrunners David Benioff e D. B. Weiss. No próximo domingo, 16 de julho, todos estarão prontos para tomar conhecimento das consequências que refletirão a última jogada da Rainha Cersei em Porto Real. A também Rainha Daenerys estará de volta à sua terra de origem disposta a tomar o que lhe é de direito e o Rei do Norte Jon Snow com certeza tentará abrir os olhos dos Sete Reinos para a verdadeira Grande Guerra que vem sob a sombra congelante do Rei da Noite.

São quatro monarcas. Três humanos carregando os estandartes de três grandes famílias que já travaram batalhas ferozes pelo Trono de Ferro e um ser sobrenatural que traz o inferno branco do inverno com ele. Mas depois de seis anos, como foi que a gente chegou até aqui?

Bem, quem acompanhou minhas reviews ano passado sabe que a sexta temporada de Game of Thrones está longe de ser a minha favorita da série, apesar dela ter entregado dois dos melhores episódios do show, os espetaculares Battle of The Bastards e The Winds of Winter. No entanto, o problema do sexto ano foi o miolo dele. A gente perdeu muito tempo com Arya num treinamento aborrecido e com Daenerys repetindo o mesmo plot de “Targaryen beijada pelo fogo que no último momento samba na cara dos inimigos”. No fim, o que realmente interessava – Westeros e seus habitantes – ganhou momentos espaçados que oscilaram entre o relevante e o mais puro enchimento de linguiça de forma bem mais consistente que as tramas em Braavos, Meereen e no Mar Dothraki.

Felizmente numa decisão acertadíssima, tudo o que era chato foi mandado pelos ares – esse trocadilho vale para o Alto Pardal também – quando os roteiristas aceleraram as engrenagens do tempo ao disponibilizarem uma frota de navios dorneses para Mãe dos Dragões numa virada rápida e sem muitos rodeios que ainda nos entregou os poucos, mas sempre bem-vindos, minutos de Lorde Varys fazendo o seu show como o melhor articulador dos Sete Reinos. Na mesma rapidez poucas vezes vista em toda a série, Arya pipocou nas Gêmeas para cortar a garganta Walder Frey e deixar a baboseira da Casa do Preto e Branco para trás de uma vez por todas.

Com Cersei retomando o Trono de Ferro e os Stark o seu lar em Winterfell, nos resta a misteriosa figura de Euron Greyjoy. O personagem não mostrou muito a que veio, mas algo me diz que as frotas de navios chegando em Porto Real que fizeram parte de todo o material de divulgação do sétimo ano, pode significar uma aliança curiosa com os Lannister. Com todas as peças posicionadas no tabuleiro uma vez imaginado por George R.R. Martin, Game of Thrones promete entregar uma explosiva e visceral penúltima temporada.

Que eu me lembre não existem mais personagens inúteis ou algum perigo de enrolação, se levarmos em conta todos os ganchos deixados no ano passado. Absolutamente tudo se encaminha para algo absurdamente épico que promete redefinir mais uma vez os padrões da TV atual. Algo que o show vem fazendo desde a sua estreia lá em 2011. Decidi que esse ano não leria nenhum spoiler vazado e vou continuar nessa. O ar de mistério ao redor do que vem por aí vem seguindo a mesma linha da sexta temporada, que infelizmente teve informações importantíssimas soltadas ao vento, mas até aqui o departamento de segurança parece que dobrou o cuidado com as informações liberadas, então seguimos spoiler free.

Estarei com vocês pelas próximas sete semanas aqui no LoGGado, com a esperança de que teremos o maior e mais épico e congelante ano de Game of Thrones. Que os sete ouçam minhas preces. Valar Morghulis!

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Imagens do primeiro episódio da sétima temporada. Divulgação/HBO

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