SDCC 2017 | Painel de The Walking Dead

A oitava temporada de The Walking Dead está chegando e, como costume, sempre é feito um painel na San Diego Comic-Con para falar sobre o próximo ano da série, bater um papo com os fãs e responder perguntas que sempre um bom Walker tem para fazer.

Praticamente todo o elenco estava presente: Andrew Lincoln, Norman Reedus, Jeffrey Dean Morgan, Lauren Cohan, Danai Gurira, Melissa McBride, Lennie James, Chandler Riggs, Seth Gilliam, Alanna Masterson, Khary Payton, além dos criadores e produtores Scott M. Gimple, Robert Kirkman, Gale Anne Hurd, Dave Alpert, Greg Nicotero e Chris Hardwick.

Andrew comentou sobre a primeira cena gravada para série, a qual estava com Jon Bernthal fazendo um bloqueio de carros quando Rick leva um tiro e vai para o hospital. Ao acordar, ele se encontra em meio a um apocalipse zumbi e então toda a trama da série se inicia. O ator também falou sobre a jornada que o show percorreu do piloto até o centésimo episódio, que será o primeiro da oitava temporada.

Uma das perdas mais recentes e sentidas pelos fãs de The Walking Dead foi a de Glenn. E quando Lauren foi questionada sobre o que o pai de seu bebê gostaria de ensinar ao seu filho, a atriz ficou emocionada e comentou que ele ensinaria tudo o que ele próprio era. “Eu sei que é provavelmente difícil dizer, mas eu espero que todos das famílias que sobreviveram passem todas essas coisas [sobre o que Glenn era] e conte as histórias para essa nova garotinha ou garotinho, e também quem foi Hershel, quem foi Betty, quem foi Abraham“, disse.

Jeffrey era o mais engraçado de todo o painel e parecia personificar Negan a todo momento. Ele defendeu o personagem mesmo sabendo que ele é o grande vilão de toda a trama. Quando surgiu o assunto sobre os atores se conhecerem antes de trabalhar na série, Jeffrey novamente se destacou quando apontou para Lauren: “Nós somos os pais do Batman“, brincou o ator. Jeffrey e Lauren interpretaram Thomas e Martha Wayne no filme Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

De acordo com os criadores e produtores, a oitava temporada da série apresentará novos personagens interessantes e, mais uma vez, eles afirmaram que não haverá ninguém imune ao vírus que transforma as pessoas em zumbis depois de mortas e nem uma busca pela cura. “[…] eu sempre achei que uma das melhores coisas sobre a série é que ela não é sobre cientistas ou sobre pessoas que fariam disso [a busca pela cura] uma tarefa, porque eu acho que não é relacionável. Eu acho que se houvesse um apocalipse zumbi, eu não sei, haveria umas cinco pessoas dessa sala que gostariam de ter esse trabalho…“, explicava Kirkman quando então foi interrompido por Gale, que lembrou que explodiram o lugar que poderia haver esse tipo de trama lá na primeira temporada. E então Kirkman continuou: “[…] esse show é sobre pessoas em suas lutas para sobreviver, e eu acho que esse é o foco. O show seria fraco se ficassem tentando achar a cura“, concluiu.

A última pergunta foi feita por uma pessoa da plateia, relacionando Negan à história da HQ “A Piada Mortal“, de Alan Moore, em que tudo que acontece é baseado no seguinte lema: “É preciso de um dia ruim para arruinar toda a sua vida”. Khary Payton disse que todos estão em circunstâncias horríveis, mas nem todos escolhem ser igual ao Negan: “As pessoas, de algum jeito, lutam pelas suas humanidades em uma situação ruim… Cada uma dessas pessoas foram derrubadas de algum jeito ou de outro, mas elas voltam e elas lutam. Eu acho que isso é o que faz as pessoas assistirem a série. Eles lutam para continuar quem são e nem todo mundo se torna um psicopata. As pessoas acham um jeito de serem um pouco melhor“, finalizou o intérprete de Ezekiel.

A nova temporada de The Walking Dead tem estreia marcada para o dia 22 de outubro pelo canal AMC nos Estados Unidos, com transmissão simultânea no Brasil pela FOX.