The Flash | 4×01 – The Flash Reborn

Mais uma temporada começa e novamente temos o mesmo problema apresentado no ano anterior: a resolução rápida e fácil da principal trama que vai se desenvolver durante este novo ciclo. Primeiro de tudo, The Flash Reborn não foi um episódio ruim, longe disso. Mas, assim como em Flashpoint, esta premiere poderia ter levado seus plots por mais alguns episódios e não resolvê-los já nesses primeiros quarenta minutos.

Mais uma vez a história não nos fez sentir falta do Barry ou pelo menos nos adaptar à nova realidade que, depois da perda do velocista escarlate, Iris, Wally, Cisco e Joe é que botavam para frente o time, combatendo vilões em Central City. Mesmo sendo informados de que seis meses haviam se passado, nós, espectadores, não sentimos isso. Não nos deram tempo de sentir falta do Flash salvando o dia. Se pelo menos um (ou dois episódios) fossem sem Barry, tudo seria mais fiel e faria com que nos importássemos mais com a falta dele ali, e aí sim perceberíamos o quão ele é realmente necessário para tudo funcionar.

Iris é um dos personagens mais bem feitos em toda a série e até o jeito que ela estava tratando a possível volta do seu amado fazia sentido. Ela precisou ser mais forte do que todo mundo para superar e continuar “correndo”, como Barry a havia feito prometer. Ela se tornou uma ótima líder e muito essencial para aquilo que lhe é designada. Caitlin parece ter a mesma trama reciclada do ano passado. Ela vai precisar lutar para não “libertar” Nevasca e vice-versa. Teremos agora as duas personagens vivendo no mesmo corpo e que irão oscilar entre suas personalidades. Pode parecer nada original, mas o que resta é aguardar e ver como isso será resolvido.

Pela primeira vez o vilão da temporada não será um mascarado e nem velocista. Finalmente isso dá uma empolgação maior para continuar, pois agora ninguém sabe como tudo isso será resolvido, já que nos três últimos anos essa questão sempre foi muito óbvia. Mesmo esse novo vilão parecendo ter saído direto de um filme do Austin Powers, agora o terreno em que pisamos é novo para a conclusão de tudo que estão montando agora.

Essa “volta dos que não foram” de Barry aparentemente só serviu para que o protagonista ficasse mais leve, assim como nas primeiras temporadas, quando ele era uma pessoa e herói mais positivo e esperançoso. Afinal, não tem nada mais além disso que possa explicar os seis meses e o motivo pelo qual o velocista ficou esse tempo fora. Nem mesmo ele não estar na Força de Aceleração e ter conseguido sair de lá foi explicado, já que a mesma não queria ficar sem “uma pessoa” dentro dela.

E, por fim, o melhor casal de todo Arrowverse, West-Allen. Por mais que Iris ficasse receosa com a possibilidade da volta do Barry, aquilo tinha um sentido. O reencontro dela com o velocista, o seu discurso quando ele nem mesmo a entendia e até a resolução de como fazer o Flash voltar a ser quem era (mesmo essa trama já tendo sido utilizada quinhentas vezes), tudo que gira em torno do casal é bem feito, é bonito e te faz se importar com os dois como um par. Dá para ver por ambos como um é a força do outro, como um não estaria onde está se não fosse pelo outro. Barry já disse várias vezes que só é o Flash que é por causa da Iris, e ela estava em sua posição como líder do novo time por causa do seu amado.

The Flash Reborn até que foi uma boa premiere, mesmo tendo em vista o fato de que os plots poderiam ser prolongados um pouco mais e não resolverem tudo logo no primeiro episódio. Porém, o capítulo foi rápido, nos situou onde paramos, informou o destino de personagens que ali não mais estão e focou na melhor coisa que a série apresentou até agora: o desenvolvimento de West-Allen e como um torna o outro um herói mais forte e melhor.