PokéStop | #19 – Pokémon 6: Jirachi, Realizador de Desejos

É chegada a hora de finalmente Ash perder seu protagonismo e agir como um coadjuvante pelo menos um pouco para outro personagem brilhar. Nos quatro primeiros filmes da franquia Pokémon, o poder do protagonismo de Ash sempre foi enaltecido mesmo quando ele não era o foco todo da história (como em Pokémon 4: Viajantes do Tempo). Desta vez, Max, que no anime serve apenas como um mero apoio do grupo, sendo que todos os outros têm suas tramas bem resolvidas, teve seu momento para brilhar e ter um filme praticamente só seu.

Faz muito sentido que uma criança (todos ali são, mas Max é o mais jovem do grupo) tenha essa ligação com Jirachi, que também parece uma criança, e ele ser o elo de tudo o que se passa no filme. A criança é a mais pura, a que mais acredita e a que faz amizades profundas mais rapidamente. Toda a história é bem diferente do que vimos até aqui. A terceira geração também deu uma inovada em seus lendários e míticos, então era esperado que isso pudesse acontecer. O longa trata de desejos e é bem representado pela May, que passa a trama inteira fazendo o seu desejo de sete dias.

A história é boa, mas não empolga muito. O espectador realmente se importa com Max e sua amizade com Jirachi, além de torcer para que eles não se separem. O vilão é um pouco diferente dos filmes anteriores e traz um ar fresco de inovação para o grande mal do filme.

A voz dublada de Jirachi não é boa e chega até ser um pouco irritante, apesar de sua “fofura” natural. E mais uma vez temos um Pokémon mítico ou lendário que fala. Este recurso cansa quando é muito usado, pois segue a mesma fórmula de toda a franquia de filmes: um Pokémon que fala e que é o protagonista.

Pokémon 6: Jirachi, Realizador de Desejos é um bom filme, mas é esquecível. Não é ruim igual ao quinto filme da franquia, mas também não é o melhor de todos. Você assiste e se importa, mas, alguns dias depois, pode acabar esquecendo o que ele realmente significa… Se é que significa alguma coisa.