PokéStop | #13 – Pokémon 4: Viajantes do Tempo

O quarto filme da franquia Pokémon conta a história de Celebi, que há quarenta anos conseguiu fugir de um ataque de um caçador de Pokémon raro e levou o jovem Sammy consigo. Com seus poderes de viajar no tempo, Celebi foi para quarenta anos no futuro, encontrando assim Ash, Pikachu, Misty, Brock e companhia. Agora, eles precisam enfrentar um poderoso caçador ainda mais especializado que o anterior e salvar Celebi das garras desse vilão.

Depois de três bons filmes que Pokémon apresentou ao longo dos anos, Pokémon 4: Viajantes do Tempo é um banho de água fria para todo fã da saga que espera se empolgar com suas tramas mais elaboradas e diferentes histórias do anime, já que não precisa seguir o mesmo foco de sempre.

Uma das piores falhas deste filme é colocarem Suicune, um dos cães lendários, em um papel totalmente avulso e quase descartável. É de se notar que ele não era o protagonista, mas sim o Celebi. Porém, o que o papel dele representa para o longa é totalmente diferente do que Entei fez no filme anterior. Ele não é especial, só está ali para ser apresentado como um Pokémon lendário e purificar as águas, nada além disso. Nos jogos, Suicune tem seu protagonismo em Pokémon Crystal e o mínimo esperado era que dessem mais destaque para ele.

A trama do Celebi e toda a base usada de preservação ambiental durante o filme é válida, visto que o filme é voltado para o público infantil e sempre é bom conscientizar as crianças dos impactos que ocorrem no meio ambiente, mas poderia ter sido melhor elaborado. O mesmo vale para a viagem no tempo, já que era algo novo até então nos filmes da franquia. Tudo foi muito mal executado e sem uma exploração alguma mais afundo do que foi prometido.

Outro ponto bem ruim do filme é a mistura do 3D quando Celebi é capturado pelo vilão e se torna um Pokémon maligno. O “bicho” que ele se torna é completamente horroroso e beira o mal feito a sua execução. Não era necessário Celebi ter sido feito em 3D ou mesmo ter virado esse tipo de aberração para mostrar como ele destruiria tudo pelo qual passava.

As lutas não empolgam e são curtas demais. Todo momento no qual você acha que vai ficar emocionante é cortado ou interrompido para que outra coisa aconteça. Esse filme é um dos que tem diversas coisas a serem exploradas e, no fim, nenhuma realmente é.

O personagem Sammy é interessante, ainda mais por sabermos no final que ele é o Professor Carvalho no passado. Mas ele é totalmente ofuscado pelo Ash, que pega o protagonismo e esse vínculo com o Celebi a partir do momento em que o treinador do Pikachu aparece. Mais uma vez Misty e Brock servem para nada, a não ser o enaltecimento de Ash durante a duração do filme.

O final, por outro lado, é bonito, quando mostram que a floresta em que eles estavam tinha “morrido”, fazendo assim com que as forças de Celebi se esgotassem e ele morresse também. Foi emocionante a comoção dos personagens e de Ash tentando fazê-lo sobreviver a todo custo. A aparição de diversos Celebi para salvar o que estava naquele momento do tempo foi bem diferente, mas a situação foi tão mal explicada que só fez com que tudo o que acontecesse perdesse um pouco do prestígio.

Pokémon 4: Viajantes do Tempo foi o último longa de Pokémon exibido nos cinemas brasileiros. Após este, todos os outros foram apenas distribuídos em DVD ou transmitidos nos canais de TV a cabo, infelizmente. Por fim, o filme é, de longe, o mais fraco entre os quatro primeiros. E mesmo com uma história diferente e que tinha potencial para ser uma das melhores, a animação não cumpre seu papel, fazendo com que seja apenas mais uma para apresentar um Pokémon mítico e um lendário.