Jukebox | O que é K-Pop?

O K-Pop está a cada dia mais invadindo o mercado mundial da música e ultimamente é assunto em todas as redes sociais, mas ainda há pessoas que não conhecem esse estilo musical. O gênero surgiu na Coreia do Sul nos anos 1990 e a sigla nada mais é do que “K” de Korean e “Pop” de música popular, no caso a coreana. Mesmo quem diz nunca ter escutado nenhuma de suas músicas pode se enganar, pois “Gangnam Style“, do Psy, é um K-Pop. Ele foi primeiro artista a conseguir 1 bilhão de visualizações no YouTube e, provavelmente, pelo menos uma vez, você já escutou.

Vindo de uma mistura de diversos gêneros musicais, como o R&B, Hip Hop, Rock e Pop, o K-Pop não se delimita nunca a um único estilo, sempre somando mais e mais em sua categoria. Com isso, o K-Pop vem se tornando cada vez mais popular por nunca se manter na mesmice, sendo com músicas bem dançantes ou até algo mais tranquilo como uma “balada”. E ainda, é claro, os títulos das músicas têm seus nomes em inglês muitas vezes, assim como em suas letras, que também apresentam palavras-chave em inglês.

Outra característica que também marca este gênero são os MV (Music Videos) altamente produzidos, extremamente chamativos e com alguma história por trás além do que se é esperado perceber ao assistir pela primeira vez. Os grupos, ou artistas individuais, sempre têm alguma coreografia para qualquer que seja a música, tanto a que possui mais batidas, com o objetivo de encaixar os passos, até as mais melódicas.

O que engloba ainda o K-Pop são os estilos dos artistas. Roupas e cabelos que sempre ditam moda para o público que os acompanha. Tudo que diz respeito ao visual dos cantores sempre está impecável e totalmente de acordo com a temática do single, MV e apresentações que são lançadas. E para que tudo seja perfeito, até por cirurgias plásticas alguns artistas passam, além de uma mudança total de vida. O objetivo é tornar a produção visualmente mais “bonita” para os coreanos e para o mundo.

Diferente de muitos lugares do mundo, os artistas de K-Pop não são formados da maneira que somos habituados. Não é uma junção de amigos ou alguém que batalha para entrar no mundo da música, como geralmente é. Lá na Coreia do Sul existem empresas que criam esses grupos ou artistas individuais de K-Pop. Para que um indivíduo se torne um Idol (nome usado para quem quer ser um artista), ele precisa fazer uma audição com os produtores de empresas para conseguir entrar neste ramo. Isso acontece geralmente quando são bem jovens, na faixa etária de 12 a 16 anos. Além disso, há os casos dos “olheiros”, que sempre procuram alguém para entrar em uma dessas empresas e assim conseguir uma audição também.

A partir do momento em que o artista passa na audição, ele vai para a fase na qual são chamados de Trainees. Os Trainees, que são selecionados de acordo com o que a empresa designa a fazer no futuro, passam por uma espécie de escola e recebem aulas de interpretação, línguas (geralmente o inglês e japonês, por exemplo), canto e dança para que dentro de alguns anos ele possa fazer parte de um grupo ou se lançar como artista solo.

Existem alguns Idols que podem ficar mais de seis só na função de Trainee, até que finalmente montam um grupo e fazem seu Debut. Esse grupo trabalha junto por algum tempo para ver como se dão juntos e, em alguns casos, mesmo depois de o grupo ter sido “montado”, pode haver troca, retirada ou inclusão de outros membros até o seu Debut. O Debut se dá quando o artista é lançado com o single, o MV e muitas apresentações em programas de TV para atingir mais público.

Após tudo isso, lançam na mesma época o álbum, ou mini-álbuns, o que é muito comum para esses artistas. Esses mini-álbuns são feitos para que possa haver mais de um lançamento durante o período de um ano, e assim surgem mais singles diferentes para cada “era” que o grupo ou artista está passando.

É depois de todo este processo que os artistas se lançam na música e no mercado coreano. Para popularizar mais esses Idols, muitos deles fazem participações em Doramas (novelas coreanas), reality shows do grupo e diversas aparições em programas de TV, mesmo que o foco não seja na música.

Ainda que esses artistas tenham seus grupos e apareçam em programas e dramas coreanos, eles também podem ter carreira solo paralelamente ou até fazer parte de um outro grupo, caso a agenda e seus treinamentos intensos permitam isso. E eles são incentivados para que isso aconteça.

Para quem tem interesse em conhecer um pouco sobre o que o texto apresentou, existe um drama coreano chamado Dream High que possui duas temporadas de 16 episódio cada uma. A produção mostra bem por cima e de forma totalmente romantizada (pois não é mesmo a realidade) como tudo funciona. Dá para ter uma pequena, bem pequena, noção de mais ou menos como é este processo. Além disso, o drama conta com diversas músicas originais e até regravações de outros artistas do K-Pop, e tem participação de membros de grupos também.

E nesses grupos (boy groups ou girl groups, como são chamados) existem divisões e funções para cada membro. Tem o líder do grupo (que geralmente é o que canta mais), o Maknae (o mais jovem e que é bastante utilizado para promoção de tudo que envolve o grupo), o que tem o visual que é sempre considerado o mais bonito, os rappers e o dançarino principal, mesmo que todos saibam dançar.

E então, que tal dar uma chance para algo totalmente novo e diferente do que está acostumado a ouvir? E se for só a barreira da língua distinta, é o de menos, já que muitos não foram alfabetizados em inglês quando jovens e mesmo assim passavam dias e dias cantando algo que nem sabiam o que significava.

Dê uma chance e pode ser que você não se arrependa. Mas já fique avisado de que o mundo do K-Pop é algo sem volta: quando se vicia, não quer mais parar de ouvir.