Knightfall | 1×01 – You’d Know What To Do

Pessoalmente, a ideia principal de Knightfall me atraiu bastante. Mas só agora após ver o episódio eu realmente estou comprando o seguimento da série, que traz a vida dos templários, as questões religiosas e o mistério envolvendo o Santo Graal. O piloto começa nos mostrando um dos pontos mais questionáveis da história da humanidade: por que a Terra Santa é tão disputada? Além de todas as crenças religiosas da época nos levarem a crer que Acre no meio do deserto realmente é Santa, bom, o fato de o Santo Graal estar presente ali também ajudou.

Vemos que tudo começou no Cerco de Acre, cidade onde a Ordem Templária se instalou. E mesmo prontos para a luta, os ocidentais parecem ter sido traídos, já que até os túneis da cidade foram tomados. Vendo que perderam a luta, nossos meninos de Deus pegam o Graal e saem com dois navios da cidade depois de muito sangue ser jorrado para tal… Pena que o navio em que o Graal estava virou pó após ser atingido por uma catapulta. Nem tudo está perdido, pois vemos que a taça foi parar intacta no fundo do mar, o que nos leva a 15 anos à frente na história, ainda nos mostrando o que aconteceu com estes remanescentes templários.

Eles estão atualmente em Paris, onde o Rei Philip IV aprende lições de luta com Landry, o templário protagonista mais charmoso da série até o momento. Landry é aprendiz de Godfrey e eles estavam em Acre no dia do Cerco. Porém, nestes últimos anos, o trabalho dos templários é simplesmente defender os judeus a todo custo e cuidar para que os pobres e os que mais necessitam não morram. Não preciso dizer que Landry está cansado de ficar sentando esperando Deus levar a montanha até a Ordem, e isso gera alguns conflitos internos dele para com os outros, inclusive Godfrey, que aparentemente descobriu a nova localização do Graal.

Um dos pontos que mais me chamaram atenção neste episódio foi o fato de que os templários realmente são aquela irmandade que todos respeitam e temem. Mesmo os que são contra seus preceitos de defender os judeus têm um alto grau de respeito para com eles. Acredito que a série não pecou quanto a isso e também aplaudo sempre a forma do History de tratar as diferenças religiosas, o que também vemos em Vikings. Aqui, este ponto é tratado com o mesmo nível. Vocês sabem como é bom ouvir no discurso rápido de um personagem a frase “aqueles que acreditam em outros deuses”? Amém, Odin, por esta representatividade.

Claro que estamos falando de uma época que tinha que se derramar sangue para proteger suas crenças, e assim foi grande parte do episódio de Knightfall, um banquete de sangue para os que admiram séries de ação. E no finalzinho do episódio ainda vimos aquela menção honrosa de respeito aos amantes de História: o rei e a rainha da França mostrando que realmente devem ser temidos. Philip passa o episódio inteiro tocando no nome de sua esposa e, quando ela finalmente aparece, vemos que algum plot será colocado diante da personagem com toda certeza.

Se antes Knightfall me cativava por seus preceitos, após o episódio piloto eu só quero ver o que os templários irão fazer quanto a questão judaica que os cerca, a aparição da pista deixada por Godfrey e a trama política envolvendo as suas majestades. Não preciso comentar que a iniciação do menino avulso vai ser linda também de ver, esta realmente é uma série para você respeitar e até desculpar os slow motion colocados no meio da ação.