Supergirl | 3×11 – Fort Rozz

Cada vez fica mais claro que a Supergirl não vai conseguir vencer a Reign sem ajuda, e a cada novo episódio vemos a aparição de algum possível aliado. A diferença é que dessa vez os companheiros da Garota de Aço foram um pouco diferentes do normal.

Psi foi uma das vilãs que mais chegou perto de vencer a Kara sozinha e Livewire era provavelmente a melhor entre os inimigos recorrentes da série. Unir as duas em uma missão na qual a kryptoniana não teria seus poderes pode parecer bem absurdo, mas da forma como a equipe foi montada, levando em conta quem a Worldkiller estava caçando, acabou ficando fácil de acreditar que esse time poderia dar certo. Mas se dessa ideia absurda se originou uma boa história, é uma pena que sua execução tenha deixado um pouco a desejar.

Imra só serviu para mostrar que Psi estava com problemas para controlar seus poderes, sendo irrelevante nas cenas de combate, quando poderíamos ver mais do seu potencial. Psi não conseguir se controlar não fez muito sentido e acabou soando como desculpa para separar o grupo em dois. E, claro, Livewire não deveria de forma alguma ter morrido. É verdade que a cena foi intensa, o combate como um todo foi bem executado, mas uma personagem que já foi tão bem explorada e mostrou tanto crescimento não poderia ser descartada dessa forma. Brit Morgan fez um ótimo trabalho dando vida à uma personagem que frequentemente era bem escrita, e acabar com as possibilidades de alguém assim voltar para a série é um desperdício. Por mais que esse grupo tenha sido uma ótima ideia, a sua execução acabou gerando um resultado negativo.

Mas se a dinâmica do grupo foi problemática, pelo menos tudo que o envolveu foi bem interessante. É verdade que foi estranho o fato de que elas encontraram apenas uma criminosa além daquela que estavam procurando (sem contar aquelas criaturas estranhas da névoa), mas tudo envolvendo a entrada na antiga prisão kryptoniana foi bem trabalhado. O confronto com Reign foi o ápice disso, e ver três “inimigas” se unindo para enfrentar uma adversária poderosa foi muito bom. A forma como Livewire lutou foi particularmente boa, mostrando bem o potencial da personagem. Mas o destaque ficou para a participação da Psi e o que ela fez na mente da Worldkiller: é provável que daqui pra frente o conflito interno da inimiga da temporada seja mais explorado.

E enquanto tudo isso acontecia no espaço, as cenas que se passavam na Terra acabaram sendo boas, mas por motivos completamente diferentes. A dinâmica entre Winn e Brainiac ficou muito boa, com destaque para a cena na qual o membro da Legião diz que já viu máquinas de café com mais processamento do que os computadores do DEO. A Alex cuidando da Ruby também foi divertido, e a cena em que a irmã da Kara ameaça a garota que fazia bullying com sua nova amiga foi um ótimo momento. A única coisa não tão boa foi essa interação com a Maggie por mensagens. Depois do que vimos aqui, já parece certo que a policial não deve voltar para a série, e isso é uma pena.

Fort Rozz foi um episódio muito bom, com diversos elementos interessantes acontecendo em todos os diferentes cenários apresentados. Seu único problema foi a forma como conduziu a história principal: tudo acabou sendo muito rápido, e matar uma das melhores vilãs que a série já teve também não pareceu uma boa ideia. Poderia ter sido melhor e poderia não ter literalmente matado as chances de um retorno da Livewire, mas conseguiu cumprir bem sua função e ainda apresentou um cliffhanger bem promissor. Que venham os novos Worldkillers.