Scandal | 7×10 – The People v. Olivia Pope

Esta semana em Scandal, a vida de Olivia deu uma volta de 360 graus, com direito a intervenção envolvendo Fitz e tudo. O retorno da série ainda não deu aquela decolada que estamos acostumados a ver, mas deu para sentir que este episódio é meio que um sopro de salvação para que a temporada não seja tão desastrosa. The People v. Olivia Pope foi dirigido pela talentosíssima Kerry Washington, e o décimo episódio jogou tudo no ventilador.

Enquanto Charlie se atracava com Papa Pope para descobrir de quem era a nenê no berço, Liv planejava uma escapada para Vermont com o ex-presidente que a personagem tanto ama. Isso sem saber que novamente uma arapuca seria armada para que seus amigos e namorado (sério, o que o Fitz é dela?) pudessem jogar em sua cara que já sabem das péssimas escolhas que a chefe do B613 andou fazendo e também para falar sobre a morte de Quinn. Olivia, indignada, não aceita nem se dizer como culpada e nem que tenha sido vítima de uma emboscada novamente.

Durante a intervenção, é a vez de Cyrus, personagem extremamente apagado, contar à Mellie o que a chefe da campanha dela andou fazendo, e isso inclui dizer à presidente que Liv foi a responsável pela morte de Rashad. Foi um alívio ver Bellamy Young na tela novamente porque Scandal não pode ficar por muito tempo sem mostrar cenas da presidente, ou as coisas ficam realmente maçantes. Mellie encurrala Jake Ballard contra a parede e pede que Olivia retorne imediatamente para Washington, ameaçando mais uma vez acabar com a B613.

De volta ao plot da série que nos mostra que Quinn está viva (por que todo mundo desistiu tão fácil de procurá-la, além de seu marido?), vemos um desacreditado Charlie, com sua mulher e sua filha, horrorizado com a Síndrome de Estocolmo que Quinn está sofrendo, enquanto observa Rowan ajudando Quinn a acalmar Robin em mais uma cena que poderia estar em qualquer temporada de Scandal, menos nesta. Em meio à ameaças por todos os lados, intervenções fadadas ao fracasso e uma Mellie Grant desacreditada que seu braço direito seja mesmo uma assassina a sangue frio, pode-se dizer que este é o primeiro episódio interessante da série desde o hiato e sem muita enrolação na hora de decidir os destinos dos personagens.

Algo que pode incomodar durante os 40 minutos deste episódio é que, de fato, como Liv joga na cara de seus inimigos/amigos, todo mundo está agindo com muita hipocrisia para cima da rainha de Washington em relação à toda podridão que já rolou nesses anos durante o show. Cada personagem tem sua parcela de culpa por algo que aconteceu e é muito difícil vê-los querendo pintar Olivia como vilã, o que esperamos que não aconteça porque quando a protagonista sai como vilã, os mocinhos geralmente são personagens que não dá para engolir. Scandal tem seus problemas, mas não pode ser lembrada por isso.

A carga emocional desta semana fica por conta de Olivia e Huck, uma das dinâmicas mais interessantes da história e que está totalmente quebrada devido ao que aconteceu com Quinn – mas a gente nota de longe o quanto os personagens se amam, da maneira deles, claro, e o quão Huck está machucado por acreditar que Olivia tenha assassinado uma amiga íntima dos dois.

Enquanto a presidente Grant coloca Jake de novo contra a parede, ouvindo tudo o que aconteceu para que Liv chegasse à decisão de matar Rashad, Charlie ainda está tentando convencer Quinn de que Olivia não é a única inimiga dos dois, mas sem sucesso. Chega a ser bizarro a personagem ser tão inteligente, porém acreditar tão cegamente em Papa Pope. Mas, voltando ao que está acontecendo com a filha de Rowan, vemos Liv enganar a todos mais uma vez enquanto o episódio chega em seu final para mostrar que quem foi rainha nunca perde a majestade e quer sempre estar no controle.

Mas será que ela está mesmo? Os roteiristas de Scandal ainda podem nos surpreender.

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