Lucifer | 3×16 – Infernal Guinea Pig

Começamos o episódio com uma apresentação em PowerPoint de bonequinhos de palito, com direitos totalmente reservados pelo nosso querido Lucifer Morningstar. Pois é, meninos e meninas, Lucifer agora tem um plano e o apresenta a Marcus para resolver os problemas de todos castigados por Deus. E eu que pensei que ele iria aderir à volta no tempo me enganei, pois o que ele quer mesmo é ir até o inferno e trazer a alma de Abel de volta à Terra, já que assim, tecnicamente, ele não estaria morto, implicando que Caim não o matou e acabaria de vez com a sua maldição. Porém nem tudo são flores, e na busca por um corpo para o irmão morto de Marcus, Lucifer acaba tendo a ajuda de Decker, que aparece com mais um caso rotineiro para investigar.

O caso foi simples: uma bomba explodiu no escritório de mais uma escritora famosa de Hollywood, deixando sua assistente em estado grave no hospital. A escritora não se encontrava no local e Daniel, junto com Chloe, começa a investigar o caso, já que Lucifer está ocupado com Marcus tentando encontrar um corpo para Abel. Tudo começa a ir pela linha mais adorável da comédia quando, no lugar de despojar a alma de Abel em um senhor recentemente morto, Lucy a coloca no corpo da assistente envolvida no caso. E obrigada, Deus, por colocar a Lauren Lapkus (Orange is the New Black) neste papel maravilhoso, que encaixou como uma luva dentro do elenco da série.

Abel no corpo de Bree, a assistente, foi a coisa mais impagável desta temporada até aqui. Ainda pensando estar em mais uma tortura infernal, ele vagueia dando em cima de todas as mulheres possíveis e, claro, sem ter a mínima noção de que está na Terra. É então que Lucifer e Marcus entram na busca junto com Maze para encontrá-lo, mas Amenadiel o faz primeiro, assim como um membro de um cartel boliviano que quer matar Bree. O plot do caso começa a fugir do controle da polícia e o medo de Abel em ser morto mais uma vez por Caim também. Mas tudo se ajeita e Marcus pede para que o irmão finja ser a assistente para que os bolivianos não matem o corpo no qual está, assim como explica que precisa dele vivo para reverter a maldição que Deus lhe deu.

O dia termina com Bree/Abel com o dedo numa bomba implantada pela escritora famosa de Hollywood – na verdade, era ela que tinha envolvimento com o cartel boliviano e foi descoberta pela assistente, logo decidiu silenciá-la. E Chloe tendo que arriscar-se a neutralizar a bomba para que ninguém saísse ferido. Lógico que Lucifer não gosta nada da história e reclama com Caim que nunca mais vai colocar a vida de Decker em perigo, nem que seja para quebrar suas promessas. Com o fim do caso, Abel e Caim terminam cada um seguindo um caminho diferente até que se descubra como remover a marca no braço de Marcus e matá-lo.

E quando eu fiquei mais animada por ver que Abel continuaria na série no corpo de Bree, Deus vai lá e o mata, jogando todas as minhas esperanças de ver mais comédia em Lucifer e os planos de Marcus por água abaixo… A não ser que Lucy traga de volta a primeira alma do inferno mais uma vez.