Blindspot | 3×14 – Everlasting

Tivemos mais um episódio focado na nossa nerd favorita, Patterson. O melhor de tudo? Não foi nada comum. Presa num loop temporal após entrar em coma por conta de uma explosão no escritório, ela tem que sobreviver e ainda no meio do caminho desvendar o caso do dia, que consistiu na resolução de uma tatuagem muito simples da Jane. A tattoo conduz a investigação pela morte de três marinheiros diferentes que morreram aparentemente em países diferentes e de causas diferentes, porém o código da morte de todos tem relação com o número escrito em Jane Doe.

Para resolver o caso nos infiltramos literalmente no cérebro da Patterson, que ainda está magoada com todas as mortes que a cercam, não conseguindo superar coisas do tipo Reade e Tasha não ficarem juntos por conta de orgulho e, claro, o problema a ser resolvido diante de si: como os soldados morreram e o que tudo isso significa. Logo no segundo loop temporal ela já percebe o que anda acontecendo consigo e decide quebrar de vez com a causa, mas sempre acaba no acidente que a deixou no coma – mesmo sem consciência total disso.

Foi bem legal ver que a Patterson sempre flerta com os caras no elevador, mesmo que isso inclua um Roman totalmente pelado em seus devaneios, e a troca de personalidades entre Jane e Weller também foi boa. Porém, nada superou a cena de referência ao filme Clube dos Cinco, na qual nossos personagens passam a sentar em cadeiras de escola dos anos 1980. Adorei isso e também a referência a Minority Report e Homem de Ferro, que é justamente como a nossa nerd encaixa as coisas dentro de sua mente para sempre nos entregar as respostas das nossas perguntas. Ou seja, Patterson tem um cérebro muito mais legal do que imaginamos.

Claro que, após resolver o caso, ela ainda tem que passar por uma cirurgia enorme no mundo exterior para sobreviver e internamente passar pelo seus traumas, que foram Stuart, David, o ex-diretor do FBI Pellington e, não por menos, o maior temor dela: Borden. No final, vimos que o insight dentro da mente da Patterson estava correto e o traidor ainda está vivo. Até sabermos como e desvendarmos este mistério ainda vai demorar um pouco. E o que Blindspot tem para nos mostrar nesta segunda parte da temporada também é um pouco incerto, já que temos que começar a ligar os pontos, assim como a Patterson, para concluir mais este capítulo da série.

O caso do dia, sobre o diretor da Marinha que matou os seus soldados por envenenamento de arsênio para a informação de que ele enviou tropas à China, foi bem chato. Mas ainda bem que os roteiristas conseguiram dar uma relevância ao episódio fazendo exatamente algo melhor: loops temporais, Patterson como foco principal, os dramas alheios tomando rumos diferentes… Tudo mais relevante do que o caso chato do dia. Amém!