Arrow | 6×15 – Doppelgänger

Depois do fiasco que foi o episódio anterior, Arrow volta em seu décimo quinto capítulo trazendo um pouco de nostalgia. Doppelgänger marca o retorno de Roy a Star City e de Thea como vigilante. E justamente por apresentar duas coisas que nunca deveriam estar ausentes na série, o episódio conseguiu entregar um resultado muito positivo.

Nostalgia foi a primeira palavra que veio à mente após este episódio de Arrow. Foco na equipe original, Roy na série, Thea atuando como vigilante (sem esquecer os policiais corruptos), tudo isso remete a outro momento da série e isso é algo muito bom de ver, levando em conta os desenvolvimentos mais recentes do enredo. Foi uma forma interessante de juntar vários elementos que fizeram sucesso no passado sem fazer com que a história em si parecesse repetida ou desnecessária.

Roy e Thea foram uma parte importante de tudo o que aconteceu e aqui fica fácil entender o motivo pelo qual esse casal dava tão certo no passado. É verdade que o relacionamento deles nem sempre foi perfeito (ou interessante de se acompanhar), mas os dois juntos funcionam na série e Doppelgänger explorou isso muito bem. É verdade também que isso pode ter um resultado negativo e que essa história seja uma forma de tirar a Thea da série definitivamente, mas por enquanto está sendo ótimo acompanhar não só o retorno do casal, mas também seus momentos individuais. Roy não fez muita coisa longe da Speedy além de apanhar, e isso deve mudar no próximo episódio, mas ela já participou de algumas cenas de ação para matar a saudade de quando ela estava na equipe, isso foi ótimo. Thea é uma personagem mal aproveitada e parece que agora, mesmo que por pouco tempo, ela está tendo o destaque que merece.

Mas por mais que nostalgia seja algo bom, ela não é capaz de segurar sozinha um episódio todo. Foi aqui que Arrow acertou. A série finalmente gastou um pouco do seu tempo explorando o verdadeiro vilão da temporada, Ricardo Diaz. O personagem começou como um criminoso qualquer, aparentemente sem nada de especial que o tornasse diferente de qualquer vilão tapa-buraco já visto na série, então já estava mais do que na hora de entendermos melhor quem é o homem que conseguiu enganar Cayden James, e parece que valeu a espera. Ricardo Diaz não é o personagem mais inovador da história, ele com certeza não é tão memorável quanto alguns outros que a série já apresentou, mas ele é muito mais interessante do que as primeiras impressões indicavam. Mais interessante e com certeza mais inteligente do que o previsto, Diaz se mostrou um inimigo que se encaixa bem na série e que pode tornar essa metade final da temporada melhor.

Black Siren também foi um destaque positivo. Por mais que seja difícil engolir todo esse medo que ela possui por alguém que já derrotou, a personagem também está aproveitando bem o destaque que esta temporada deu para ela. Alternando entre interações boas com o Quentin, nas quais uma possibilidade de redenção não parece completamente descartável, e momentos em que ela manipula e trai os heróis, a personagem está se mostrando uma vilã mais complexa e interessante quando fora de combate. Katie Cassidy, da mesma forma que Paul Blackthorne, merece crédito pela qualidade de sua personagem e vem apresentando um ótimo trabalho na temporada.

Arrow teve episódios bons não faz muito tempo, só que sempre havia algo para estragar, algo que fizesse com que o veredito final fosse “foi bom, mas teve problemas”, mas Doppelgänger acaba com isso. O saldo final foi um episódio sem ressalvas, no qual nenhum dos momentos pareceu ser prejudicado por alguma falha de roteiro. Não foi o melhor de todos, mas foi melhor do que essa temporada vem entregando, e isso com certeza é algo que a série estava precisando.