Crítica | Meu Malvado Favorito 3

Sempre que somos apresentados à sequência ou ao remake de algum filme, nos perguntamos se realmente era necessário que aquela história se prolongasse, já que muitas vezes o enredo do primeiro é tão bem fechado que não deixa pontas soltas. Entretanto, a criatividade dos roteiristas continua a nos surpreender, provando que há sempre algo novo a mostrar, e é por conta disso que hoje temos o prazer de assistir mais um filme do Meu Malvado Favorito.

Gru está de volta, firme e forte na sua decisão de não mais ser vilão, e sim combatê-los. Seu novo inimigo – dublado por Evandro Mesquita – é um ex-ator mirim frustrado que vive, e se veste, como se estivesse na década de 1980. Ponto positivo: sempre que ele aparece podemos apreciar algumas das músicas mais famosas da época, que tornam suas aparições mais divertidas e ritmadas. Ponto negativo: Gru não consegue capturá-lo. E isso, meus caros, custará o emprego de ex-malvado ainda careca.

A diferença agora é que Gru tem o apoio de sua família, que ganhou mais um membro quando ele se casou com Lucy no segundo filme. Além disso, Gru descobrirá que sua família é um pouco maior do que tinha conhecimento. Como muitos devem ter notado no trailer, Gru tem um irmão gêmeo idêntico – a não ser pelo cabelo. Novas aventuras chegam para os dois, que precisam descobrir como se entender e como manter o legado da família. Para as meninas Agnes, Margo e Edith também estão reservadas algumas surpresas, além, é claro, de agora terem uma mãe. Embora Lucy seja completamente atrapalhada, seu amor pelas meninas fica claro.

Os tão queridos Minions, que até já tiveram seu próprio filme solo, trilham um caminho diferente dessa vez, sem nunca deixar de nos fazer dar boas risadas. Eles continuam numerosos, amantes de banana e completamente atrapalhados, mas isso não quer dizer que lhes falte inteligência. A maneira singular que os Minions encontram para lidar com os problemas que enfrentam nos diverte muito, além disso, eles nos dão mais uma prova do quão sincera é a devoção que têm por Gru.

O filme cumpre seu papel de nos divertir, independentemente de nossa idade. Os personagens novos ajudam na dinâmica do enredo, além de terem dialogado muito bem com os outros já tão queridos por nós. Mesmo não sendo uma história necessária à “saga” de Gru, o Malvado Favorito, é algo que consegue nos prender e que com certeza agradará as crianças.