Animaction | Momento Nostalgia: Animações Russas

Quem foi criança na década de 1990 teve a oportunidade de assistir na TV uma série de desenhos animados incríveis que nos marcaram de tal forma que até hoje gostamos de assistir. Sempre há aquele filme ou desenho que gostávamos muito de ver, mas lembramos da história e não do nome, impossibilitando a busca de tal título. Comigo aconteceu algo parecido. Quando era bem pequena, havia uma série de curtas animados que assistia com muito gosto e que nunca saíram da minha mente. A história era cativante ou a bruxa era assustadora demais para se esquecer. Foi uma longa jornada até lembrar os nomes desses desenhos e poder assisti-los novamente.

E nesta edição especial, a Animaction traz essas animações para você! Como descobri certo tempo depois, elas são russas e do ano de 1984, ou antes. Foram exibidas pela TV Cultura em um programa chamado Fantasia, em 1991, e depois pela TV Bandeirantes até mais ou menos 2002. Esses filmes também saíram em VHS (e alguns sortudos ainda devem ter em casa). Quem sabe, assim como eu, você não assistia esses desenhos quando criança e não mais se lembrava? Caso contrário, vai ser uma ótima oportunidade de conhecer um pouco dessas histórias que fazem parte do imaginário russo, todas disponíveis no YouTube.


O Pote de Mingau

Com certeza essa é uma das minhas histórias favoritas, que eu sempre assistia acompanhada de um bom prato de mingau. Uma inocente menina recebe de presente um pote mágico que faz o mais delicioso mingau do mundo. O pote só pode pertencer a uma pessoa de bom coração, mas quando ela o leva para a sua cidade – com a intenção de alimentar todos os que têm fome -, o ganancioso dono da fábrica de salsichas decide tomar posse dele. As consequências desse roubo irão inundar – literalmente – a cidade de mingau. É uma história muito simples, mas com uma moral bem forte sobre generosidade e as consequências de querer ter algo só para si.


A Varinha Mágica

Nessa história, acompanhamos a valente Anna no resgate de seu pequeno irmão Misha, que fora capturado pela terrível bruxa Griselda. Ela, além de comer criancinhas, transformou uma grande parte da floresta em um lugar sombrio e sem vida. Então, além de salvar seu irmão, a menina terá também que restaurar a vida da floresta. Para isso, contará com a ajuda de alguns ratinhos e de um bom gigante, que definitivamente não é fã da bruxa. Claro que não poderia faltar um elemento mágico, a varinha. Com ela, a menina consegue diminuir e aumentar de tamanho e, assim, entrar com facilidade no castelo da bruxa sem ser vista. Interessante comentar que, ao contrário de mim quando criança, que morria de medo dessa bruxa, Misha não tinha medo dela, inclusive a enfrentava e não fazia as tarefas que ela mandava, apenas dormia e tentava roubar sua comida – mesmo sendo ele a próxima refeição.


O Feitiço de Nápoles

Sim, a história se passa em Nápoles, na Itália. Seu protagonista é “o menino órfão descalço” chamado Titio. É assim que ele é apresentado no início do filme, e é importante sabermos essa característica, pois tudo que o menino deseja é ir para escola, mas não pode já que não tem sapatos. A fim de juntar dinheiro para comprar seu par de sapatos, o menino trabalhava duro todos os dias. No topo de uma torre, um pequeno gnomo se compadeceu da situação de Titio – e de todas as crianças – e desejou à Fada Azul que todas fossem mais felizes. Ele ganhou então uma pedra mágica, que tomou o formato de um globo, capaz de melhorar a vida das crianças e ajudá-las quando necessário. Infelizmente o globo foi destruído a mando de uma bruxa, que odeia crianças. Cabe então a Titio encontrar a Fada Azul para que ela conserte o globo e restaure o equilíbrio no mundo.


O Gigante Que Queria Ficar Só

Como o próprio título sugere, essa é a história de um gigante que adorava passar tempo consigo mesmo em seu enorme castelo. Ele realmente não tinha interesse em mais ninguém além de si próprio. Por isso, se irritava muito com as crianças que moravam no vilarejo próximo, que adoravam pregar peças nele quando ia dormir ao ar livre. Um dia, decidiu que não mais aguentaria aquilo e construiu um grande muro em torno do seu castelo para deixar todos afastados. No começo foi maravilhoso. Ele finalmente estava sozinho. Só que acabou não percebendo que, ao construir o muro, afastou não apenas as pessoas, mas também a primavera. Assim, o inverno tomou conta de seu castelo, que agora estava sozinho e muito frio. Aos poucos o gigante foi ficando frio como gelo e começou a perceber que, talvez, não fosse tão ruim assim ter companhia e deixar que os pássaros da primavera cantassem em seu castelo. Uma singela metáfora sobre isolamento e companheirismo.