Animaction | Esquadrão Suicida: Acerto de Contas

Esquadrão Suicida Acerto de Contas traz uma história simples: Amanda Waller envia um novo time para cumprir uma missão totalmente misteriosa e da qual ninguém pode ficar sabendo. Logo, Pistoleiro, Harley Quinn, Capitão Bumerangue, Nevasca, Cobra Venenosa e Tigre de Bronze partem num pequeno trailer para não serem notados de maneira alguma e, claro, com a velha ameaça de que a qualquer momento Waller pode explodir suas cabeças. O Esquadrão aqui é mostrado como elenco não fixo, pois vemos no início do filme que os times variam dependendo das missões. O Pistoleiro começa ao lado de nomes como Arraia Negra e Conde Vertigo para recuperar um drive com informações importantes.

Logo, Acerto de Contas também segue uma linha mais madura do que já vimos anteriormente, mas que a DC vem consolidando no mundo das animações, como já vimos nos últimos do Batman. E, sinceramente, nada falha neste quesito: as cenas de violência são violentas, o sangue explode na cara de quem tiver perto e as lutas são para o espectador sentir o impacto real do que se vê em tela. Apostar na mesma fórmula e adicionar uma variável de histórias apropriadas para tal é o que a DC está fazendo lindamente, mas que infelizmente se restringe ao mundo das animações. O filme, assim como Batman: Gotham by Gaslight, tem conteúdo mais adulto e alguns órgãos humanos dando sopa.

Um dos pontos altos do roteiro é que enquanto o Esquadrão procura um cartão mágico perdido pelo último Senhor Destino (que atualmente é um stripper bem convencido e ex-namorado de Banshee Prateada), eles não só esbarram em Vandal Savage como também em Zoom. Não, não é o azulado da série do Flash que estamos falando, é o Zoom de Flashpoint, que levou um tiro no meio da cabeça por ninguém menos que Thomas Wayne! Aí sim, viu, DC! Palmas! Após tanto trabalho atrás do cartão místico que salva a alma de uma pessoa do inferno e a leva diretamente para o céu, Zoom confessa ao Pistoleiro de onde veio e o que teve que fazer para sair de sua linha do tempo meramente vivo para morrer ali.

É, meninos e meninas, até os vilões têm medo do inferno. Inclusive, o discurso de Vandal Savage sobre ter sofrido mais nos últimos dez anos com a aparição de meta-humanos do que nos seus séculos anteriores me fez questionar várias decisões que a DC anda tendo ultimamente. Alguns dramas pessoais são importantes para o enredo do filme, como o da filha do Pistoleiro e o romance entre Escândalo e Nocaute, mas, no fim, a animação consegue mostrar que apesar de decisões ruins, alguma coisa na DC ainda é boa. E no fim das contas foi até bom ver mais da Nevasca e de personagens como o Tigre de Bronze do que mais uma vez ter as cenas roubadas pela Harley. Já deu, né? Vamos abrir espaço para os outros amiguinhos com sentença de morte por Amanda Waller. Obrigada, de nada.