Nerd de Pijama | Marvel Infinita: tudo o que a gente queria que a DC fosse

Finalmente parei para entender o Universo Marvel. De tantos filmes e séries produzidos, eu sempre me perdi na ordem dos acontecimentos. Mas como finalmente estamos vivendo o grande evento do estúdio (Guerra Infinita), dei-me mais esta chance para me encontrar no que anda rolando do lado de lá do mundo dos super-heróis. Bom, primeiramente eu queria agradecer aos trolls de plantão que ficam postando as coisas erradas na internet e aos anjinhos de Asgard, que me abençoaram com a ordem correta tanto dos filmes quanto das séries.

O meu problema com o Marvel Cinematic Universe (MCU) é que agora em 2018 completa 10 anos de histórias que se encaixam, como por exemplo as partes de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., que soltas entre um Vingadores e outro a ordem dos eventos altera sim o resultado do produto. Por não ter tanta paciência ou até mesmo tempo, decidi colocar só os filmes na ordem cronológica de acontecimentos e não de datas de lançamento para preparar minha #RoadToInfinityWar pelo simples fato de que não tenho memória para lembrar o que aconteceu lá em 2008, se a sequência de tal filme foi em 2010 e no meio disso tudo ainda veio um monte de coisa para encaixar. Então, vamos com calma.

Como boa filha da DC, eu não tenho como não lembrar da seguinte frase do LEGO Batman: “Iron Man sucks“. Mas por pior que o Stark seja, ele é o cara que mais tenho afinidade na Marvel – vai que é a versão deles do Bruce e por isso eu curto? Mas uma das coisas que mais gosto também no Tony é sua prepotência de querer ser sempre o milionário que não deve satisfações a ninguém. Exemplo disso é quando ele joga na cara do mundo todo que não tem uma identidade secreta e que podem tirar tudo dele, menos o fator de ele ser de verdade o Homem de Ferro. Claramente também curto muito os X-Men e, como já havia postado aqui, o Homem-Aranha e eu temos uma parceria de longa data… Só que ainda acho insuportável alguns personagens como o Capitão América e o Gavião Arqueiro. Ok, temos que aguentar a versão deles de Kent e etc, mas, gente, tem horas que o Rogers dá no saco e Guerra Civil está aí para mostrar isso, né mesmo?

Fury, Coulson, Jessica Jones, Tempestade e até mesmo o Magneto são personas melhores nas suas peculiaridades. Contudo, virando esta página, temos que falar da Liga da Justiça da Marvel. Sinceramente, os Vingadores vingam o que, se no fim das contas não se permitem ser levados pelo desejo de vingança, hein, seu Thor? Sério, outro nome encaixaria bem melhor… Peçam ajuda do Loki, ele me parece ser um Cisco Ramon asgardiano bem inteligente. Com a enxurrada de informações coletadas até aqui, metade da minha maratona, só tenho a dizer: manda mais alien que tá pouco! Sim, pois aparentemente todo o problema do mundo é por conta da abertura de portais para Midgard, mesmo que o Demolidor e seus amigos Defensores tenham causado a segunda maior treta da história nova-iorquina depois do Loki e mesmo assim nosso nerd Parker nunca tenha cruzado com o nome deles. Beijo, Luke Cage, que é famosinho até fora do Harlem.

No meio de tudo, lá por volta de Guardiões da Galáxia, descobrimos que nem tudo se resume apenas aos nove reinos nos quais Odin e Thor nos venderam até aqui no MCU. Como o universo é grande, vamos da Terra no ano de 1988 para a Galáxia de Andrômeda, onde se passa todo o filme que explica as Joias do Infinito e Thanos, além, claro, de termos os mixtapes de Peter que tanto adoramos. Somos apresentados aos Kree, aqueles azulões que estão causando dor de cabeça pra Daisy e May na quinta temporada de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.. Esses caras são bem temidos no universo e seu maior problema chama Xandar – aquele planeta que os Guardiões salvaram no primeiro filme e o que mais se aproxima de uma Terra naquela galáxia.

Já neste filme, fica claro que Thanos quer as Joias. A primeira que vemos explicitamente é a do Poder, a qual Quill rouba e causa todo o transtorno do longa. A mesma Joia que Gamora quer tanto esconder de sua figura paterna, Thanos, já que, segundo ela mesma e sua irmã Nebulosa, ele é um “ótimo pai”. Ao passar para Era de Ultron, vemos numa visão de Thor que a maioria das Joias do infinito já nos foram apresentadas nos filmes, porém de forma bastante sutil: o Tesseract (Capitão América – O Primeiro Vingador e mais para frente em Os Vingadores); o Aether (Thor – O Mundo Sombrio); o Scepter (Os Vingadores), que contém a Joia da Mente e que aparece novamente em Era de Ultron. Até que quando Doutor Estranho começa a estudar as coisas novas de sua vida mágica e o mesmo encontra outra Joia, o Olho de Agamotto. Assim, fecha-se o ciclo das Joias do Espaço, Mente, Realidade, Poder e Tempo. Aquelas lindas cores nos pôsteres de Guerra Infinita e que vimos também já na mãozona do Thanos num trailer em que o Capitão América consegue segurar essa barra toda sozinho.

Bom, segundo conta a lenda, as Joias só podem ser tocadas por seres celestiais, robôs – como já vimos – e guardadas em recipientes que possam contê-las. O senhor Thanos as quer para governar o Universo, mas do descobrimento das mesmas até a luta final, tem uma penca de Vingadores para ele tentar derrubar pela frente e, claro, um Tony Stark de quebra.

Precisamos falar de Pantera Negra sim!

Wakanda nos é apresentada lá em Capitão América – O Primeiro Vingador quando Howard Stark nos mostra o escudo de Rogers, mas é só em Guerra Civil que vemos o Pantera Negra em ação. Após isso e a confirmação do filme só vimos notícias boas, como por exemplo a produção e o elenco serem predominantemente negra. Sim, a representatividade de Pantera Negra foi tão estrondosa quanto o meteoro de Vibranium que atingiu a África no início dos tempos.

Além de toda a representatividade do filme, ele também funciona como uma chave para o MCU no geral. Assim como Guardiões da Galáxia e o primeiro filme dos Vingadores trazem uma responsabilidade enorme, Pantera Negra não só traz respostas do passado deste universo como também para o futuro e para preencher umas lacunas que o pai de Tony deixou sobre Wakanda. Não preciso nem comentar que não tem como não se apaixonar por tudo em Pantera Negra e que com cinco minutos o filme já me fez chorar horrores.

Porém, a questão do uso não só de toda a tecnologia do país como também do Vibranium ainda é enorme por ser a chave certa para a defesa da Terra contra o pai de Gamora e Nebulosa. Pantera Negra realmente é um filme importante, mas é o pontapé inicial para começarmos a olhar para o futuro do MCU como um todo. Afinal, o rei de Wakanda finalmente começou a abrir sua mente para o mundo pós-moderno fora dos limites de seu reino.

Também tenho que agradecer à Marvel por juntar meu Sherlock Holmes com o Sherlock Holmes dos Estados Unidos e criar um meme desses sobre Guerra Infinita. Amei! Não tem outro ator bom o suficiente para fazer o Doutor Estranho como o mais estranho dos britânicos, mesmo que Strange seja o Mestre do Templo Místico de Nova York. É no seu filme solo que nossa mente abre mais um pouco com as informações sobre o MCU quando aprendemos que a Terra, além de ser cobiçada por Thanos, Loki e afins, tem também um inimigo no mundo místico, o Dormammu. Se os Vingadores irão enfrentar mais esta ameaça ainda não sabemos, mas por enquanto Strange deu seu jeitinho de barganhar com a Joia do Tempo. Uma das minhas batalhas preferidas entre todos os filmes.

Entramos no contexto de Guardiões da Galáxia Vol. 2 com duas coisas bastante relevantes para o MCU: Quill é um ser celestial (ou um Deus, resumidamente, como Thor), já que seu pai biológico é uma forma de vida tão grandiosa que cria um corpo humano e um planeta, mas precisa do filho para poder controlar suas sementes espalhadas por planetas e consumi-los. Mas entre uma treta e outra, mais uma vez o universo foi salvo pelos Guardiões. Como consequência, Quill perde seus poderes celestiais e volta com uma trilha sonora nova deixada por Yondu – que morreu fazendo parte do time.

Outro elemento importante a ressaltar neste filme é vermos mais da relação entre Nebulosa e Gamora, que lembra muito a relação de amor e ódio entre Thor e Loki. Mas, claro, como ambas foram criadas pelo senhor Thanos, as feridas não são só psicológicas, como a Nebulosa passa o filme todo lembrando. O contexto de rivalidade citado já cria algo tenso o suficiente, mas a Marvel vai mais a fundo e mostra que realmente existe uma consequência para tudo o que ocorreu com as meninas de Thanos.

Uma das coisas que mais me deixou intrigada em Guardiões 2 foi de fato como a agência de limpeza da S.H.I.E.L.D. (citada em Ultimate Spider-Man) vai resolver a grande bolha cósmica que o pai do Quill deixou na Terra. Ou será que as empresas Stark vão dar uma detalhada melhor nos componentes encontrados? Tudo é possível, amiguinhos, mas acredito que, no mínimo, Quill, Gamora e cia irão dar uma passadinha aqui no nosso planeta para limpar/explicar este acontecimento – que, digamos de passagem, não foi nada pequeno, né mesmo?

Quanto mais entro no MCU, menos venho me importando com as peças soltas. Exemplo disso é em Thor: Ragnarok, que poderia ser uma história bem melhor se não tivesse perdido tempo com cenas do tipo Thor apanhando do Hulk. Não que não tenha sido engraçado, mas… Até mesmo o plot das Valquírias traria mais interesse para fãs da cultura nórdica. Aliás, dona Marvel, estamos cansados de esperar o filme solo da Viúva Negra, beijos.

A parte mais intrigante de Ragnarok não é nem o que fizeram com a cultura nórdica, mas sim o final do filme, que é a forma como o asgardiano se encontrará com os Guardiões. Ou seja, já que estão todos vindo para a Terra mesmo, vamos dividir o Uber, né, minha gente?

Sendo filha da DC e sofrendo bastante por isso, só digo uma coisa: minha aventura pelo mundo da concorrência ainda não acabou. Dou os créditos à Marvel por entregar tudo o que o povo quer de uma maneira bem engraçada e colorida sim. Aliás, nós, fãs da DC, também sonhamos com tudo isso, mas por aqui anda difícil defender a casa primogênita de super-heróis…

P.S.: Não cag%em o Shazam!