Crítica | Dragon Ball Super: Broly

Dragon Ball é uma das franquias japonesas mais conhecidas no mundo todo. Criada por Akira Toriyama, a história saiu dos quadrinhos para virar um anime de sucesso. Depois de um hiato de quase 20 anos, desde o fim de Dragon Ball Z, a franquia retornou com um novo filme, Dragon Ball Z – A Batalha dos Deuses (2013), que foi o início do que viria a se tornar Dragon Ball Super, sequência direta da série que começou meio morna e agradando poucos fãs, mas que evoluiu e se tornou um sucesso, principalmente após o arco Torneio do Poder (em exibição no Brasil no canal Cartoon Network). Com o fim do arco do Torneio do Poder o anime entrou em um hiato, mas para alegria dos fãs um novo filme foi anunciado. Assim chegamos ao longa Dragon Ball Super: Broly.

O longa-metragem, que apresenta eventos após o Torneio do Poder, traz a história de um velho conhecido dos fãs, Broly – O Lendário Super Saiyajin, que já foi vilão em três filmes não canônicos de Dragon Ball Z. Desta vez, o tio Akira trouxe o saiyajin para a história oficial, além de preencher lacunas do próprio passado da série. Dragon Ball Super: Broly é o filme mais bonito visualmente de toda a franquia e, sem sair muito de sua zona de conforto, traz o melhor que a série pode oferecer.

O roteiro é semelhante ao do filme original de Broly, mas com alterações positivas. Quando bebê, devido sua grande força, Broly é mandado para longe por ordens do Rei Vegeta. Seu pai o acompanha à espera de um momento para se vingar e assim eles ficam exilados por muito tempo. Um acerto do roteiro foi excluir o ódio que Broly sentia de Goku. O guerreiro agora é um sujeito bondoso que se enfurece devido aos maus-tratos que recebeu do pai na infância. Broly foi treinado a vida toda para ser o maior guerreiro de todos sacrificando seu próprio bem-estar em prol disso, se tornando um personagem mais cativante e de fácil empatia. Tudo isso é explicado no primeiro ato do filme, um pouco arrastado, mas apresentando personagens muito populares como o pai de Goku, Bardock, e sua mãe, além de mostrar a vinda do mesmo para a Terra.

Voltando para o presente, Broly é encontrado por Freeza, que o leva para a Terra. O vilão virou oficialmente o Pilaf de Dragon Ball Super: está sempre tentando derrotar Goku, mas nunca consegue. É com Freeza a cena mais engraçada do filme, quando ele revela o que deseja das Esferas do Dragão (Akira Toriyama sabe como poucos tirar sarro da própria obra). Desta vez não foi diferente. Broly luta com quase todos os guerreiros mais fortes do Universo 7, sendo superado por Whis, claro, e por Gogeta, que também entrou na história oficial, ganhando uma versão normal e uma versão blue, ambas inéditas. As lutas estão entre as mais impressionantes já desenhadas em um filme de Dragon Ball e assisti-las na tela grande só aumenta a emoção. Vale destacar a excelente dublagem brasileira que continua trazendo muita nostalgia. Também foi interessante a escolha de deixar Broly vivo no final, dando a dica de que ele pode ser parceiro de Goku no futuro (ou de Freeza).

Dragon Ball Super: Broly é entretenimento puro, mas também pode ser um prólogo para a continuação de Dragon Ball Super. Goku e Vegeta estão no auge da forma e são protagonistas absolutos do anime (Gohan nem aparece no filme). Para quem assistiu a saga do Torneio do Poder, o filme deixa uma sensação de que mais temáticas poderiam ter sido exploradas, afinal Jiren está por aí e o Instinto Superior ainda é uma memória muito forte na cabeça dos fãs. Porém, nada impede que esses elementos retornem em produções futuras, pois o filme é sucesso de bilheteria no Brasil e no Japão.

OBS. 1: Se Broly é mais forte que Bills eu não sei, mas Gogeta é com certeza.

OBS. 2: Já quero continuação.