Crítica | Alien: Covenant

Eu sou uma velha. Sou fã da Franquia Alien, vi no cinema Alien – A Ressurreição e, para mim, a maior heroína do cinema de todos os tempos é Ellen Ripley. Então a minha visão é de uma pessoa apaixonada por algo. Perdoem se sou parcial, pois sou mesmo.

Finalmente saiu a tão esperada continuação de Prometheus. Eu digo tão esperada porque se você faz parte dos que gostaram do filme e achou genial as várias perguntas sem respostas do primeiro, ou se achou Prometheus ruim e com roteiro fraco que deixou buracos e esperava a redenção de Ridley Scott neste novo longa-metragem, você ansiava por ver Covenant.

A missão já começa de maneira estranha, quando de repente por um acidente (não foi algo armado, foi um acidente real mesmo) a tripulação de exploradores da Covenant acorda sete anos antes de completarem a viagem que teriam até um planeta totalmente mapeado e organizado, onde eles e os 2000 colonos adormecidos em sua nave iriam fazer uma nova colônia humana. Já neste acidente, que acontece entre cinco e sete minutos de filme, o capitão da nave, interpretado por James Franco, morre ainda dormindo e não tem UMA FALA sequer. Talvez por isso seja difícil lembrar o nome dele. (rsrs)

E a partir daí, uma sucessão de decisões erradas faz com que os membros da nave achem uma excelente ideia descer num planetoide não mapeado, nunca visto antes em nenhuma pesquisa como habitável, que surgiu do nada, e firmarem a nova colônia humana ali, fugindo totalmente dos planos da empresa que os pagou para ir a outro lugar. E por falar em coincidências, esse planetoide é onde David e Shaw desceram após a fuga, quando estavam atrás do planeta dos Engenheiros (totalmente esquecidos no churrasco neste filme).

Esse início já mostra como as coisas continuam sendo feitas na sorte (ou azar) por cientistas sem noção, assim como em Prometheus. Infelizmente, tudo no planetoide se desenrola como num bom filme de Sexta-Feira 13, onde Aliens são como o Jason e matam pessoas a torto e a direito com a maior quantidade de gore possível (mas ninguém liga, porque ninguém consegue gravar os nomes deles). Só Danny, Walter e Tennessee têm seus nomes lembrados, pois todos os personagens fazem questão de falar em todas as frases, em falas bem naturais (só que não).

Em umas das luta finais contra o xenomorfo, os efeitos ruins começam a falar mais alto e é possível ver a imagem inserida num fundo verde claramente, elementos da física ignorados completamente, chegando ao ápice da falta de sentido um personagem ser arrastado pelo chão por uma nave de carga, mas esse HUMANO corre acompanhando a velocidade da mesma.

Eu não sei o que o diretor pretende com essa trilogia, até já tendo ameaçado fazer mais uma outra dizendo que não seria sobre Alien, e sim um spin-off sobre os Engenheiros. Mas também vemos em Covenant que nada é sobre eles. Afinal, o que você quer, Ridley Scott??

Voltando a você que tinha expectativas, fez teorias e esperou por este filme… Infelizmente não foi dessa vez que tivemos respostas convincentes ou que pudemos finalmente seguir sem medo pelo lado filosófico. O filme comete o mesmo erro de seu antecessor, buscando usar uma filosofia rasa e a burrice humana para justificar a existência de toda a jornada que tivemos até agora com o dois longas.

Pensei mil vezes em como fazer uma crítica menos belicosa, mas não foi possível. Até pensei que após as críticas feitas ao primeiro filme as coisas seriam revistas, mas não aconteceu. Apesar de tudo, espero que você assista ao filme e diga aí nos comentários se gostaram ou não. Vamos abrir o diálogo e, quem sabe, você me ajude a segurar essa barra que é gostar de Alien.

Por Erika Ribeiro