Lista | Séries Guilty Pleasures

Para situar quem não conhece o termo, Guilty Pleasure quer dizer Prazer Culpado (traduzindo no sentido literal da palavra), ou seja, algo que sabemos que é ruim, ou não é bom para nós, e mesmo assim continuamos investindo nele. Isso pode ser relacionado à comidas, músicas, pessoas e até séries e filmes.

Existem séries que assistimos e sabemos a qualidade que cada um desses shows têm. Algumas vezes são as atuações além do esperado, outras são o desenvolvimento dos personagens, que mostram uma evolução cada vez maior, ou a trama principal, que faz com que continuemos a assistir algo que gostamos. Mas também diversas vezes sabemos que uma série que assistimos não é tão boa assim em muitos pontos e não conseguimos largá-la. Essas séries são as famosas Guilty Pleasures.

Nesta lista, a equipe do LoGGado se reuniu para contar um pouco a você sobre as nossas séries Guilty Pleasures, aquelas que por pior que seja nós não conseguimos parar de assistir. Então cuidado, existe um enorme risco de você ler uma “bomba” e acabar gostando mesmo assim!!

 

Por Jo Pais

Dark Matter é uma série de ficção científica de Jay Firestone, mesmo produtor de Lost Girl. Foi por isso e pela atriz Zoie Palmer fazer parte do elenco que comecei a assistir. Após acordar sem nenhuma memória de suas vidas, a tripulação da nave Raza e uma Androide (Palmer) tentam descobrir quem são e o que aconteceu com todos, essa é a simples premissa da série, que está atualmente na terceira temporada e, por falta de recursos financeiros, não é lá uma das melhores produções sobre vida espacial já feita. Mas o que os roteiristas fazem para prender a atenção do espectador é tão incrível quanto uma ou duas atuações que se salvam ali dentro – obrigada pela Melissa O’Neil e pela Jodelle Ferland.

Além das pequenas saídas cômicas, a série também tem bons plots de ação e aquelas já conhecidas lutas com várias roupas de couro que já vimos anteriormente nos trabalhos de Firestone. Contudo, a imaginação dos roteiristas é grande e você realmente fica preso à história dessas pessoas, tentando decifrá-las melhor ao longo dos episódios. Dark Matter é o tipo de série que a gente nunca sabe o que vai acontecer de fato e, mesmo que você crie teorias, os roteiristas vão lá e te derrubam com coisas do tipo cópias malignas dos personagens e generais de guerra samurais. É bem divertida e diferente de um modo geral, por isso é meu Guilty Pleasure favorito!

 

Por Eduardo Silva

Não poderia existir uma lista de Guilty Pleasures sem a dobradinha das séries musicais da FOX. Quando estreou na temporada 2014/2015, Empire foi a grande sensação do momento ao conseguir mesclar boa trama, números musicais inspirados e empolgantes, além de contar com personagens carismáticos, em especial Taraji P. Henson e sua ótima performance como Cookie, a matriarca da família Lyon. Porém, tudo o que Lee Daniels (criador da série) construiu durante o primeiro ano do show caiu por terra ao procurar investir em tramas estapafúrdias e sem o menor sentido. Mas como trouxa que é trouxa segue firme na luta, cá estamos nós rumo à quarta temporada apenas por força de santa Cookie e total falta de vergonha na cara.

Se Empire já não andava muito bem das pernas, o que esperar do seu spin-off? Nada, num é? Talvez seja essa ausência de expectativa e total falta de critérios que me levou a acompanhar semana a semana o drama de Star. Afinal, onde mais poderíamos ver uma trama na qual nada faz sentido, a protagonista tem zero carisma e conseguimos ter plots que vão de concursos musicais à panfletagem contra o racismo, mudança de sexo, violência contra a mulher e tráfico de pessoas? E, sim, não estou mentindo! Mas me pergunte se vou desistir. A resposta você já sabe, afinal, Guilty Pleasure de raiz a gente leva até o fim, não é?

 


Por Fernanda Ferreira

Gypsy foi mais uma série da Netflix que estreou há pouco tempo e tem um teor duvidoso. O seriado é uma mistura de novelão com aquilo que a Netflix achou ser um thriller psicológico bom. A série cumpre sua proposta e Naomi Watts nos deixa intrigados: como alguém pode ser tão ruim em sua profissão? Alguns diálogos e cenas são muito bregas – longe do brega que vimos nas novelas brasileiras que crescemos assistindo. Até a música de abertura é enjoada de um jeito que não é gostoso de escutar.

O romance entre Jean e Sidney também é de dar nos nervos, e closes exagerados nos olhos do affair da psicóloga que mostram a paixão de Jean também nos fazem pensar no quão o roteiro é óbvio. Mas como todo bom Guilty Pleasure, Gypsy nos intriga e lá no fundo a história da psicóloga que se autossabota mexe conosco. O destaque é a filha do casal que apresenta uma história mais interessante que a principal, mas é completamente ofuscada pelas traições que ocorrem durante a primeira temporada. O outro destaque é o sotaque de Sophie Cookson. Se nem Naomi Watts resistiu, quem somos nós para negar, né?

 


Por Leandro Chaves

Sim, talvez um dos maiores Guilty Pleasures atualmente na grade de um monte de gente! O motivo é simples: sabe aquela série que tinha a premissa de colocar todos os contos da Disney em vários episódios por diversas temporadas? Então, isso aconteceu… A primeira temporada é considerada a melhor por muitos fãs, mas depois dela a série começou a criar um monte de plots e subplots tão bizarros que chegam a ser cômicos. Sem contar com o nível de atuação de alguns atores ali, que passam do ruim ao tosco a cada novo capítulo. E nem vamos adentrar tanto no mérito dos defeitos especiais e o chroma key, que deixa qualquer um descoladíssimo nas cenas.

Mas, talvez, é essa bizarrice toda que faz com que muitos continuem assistindo Once Upon a Time. E um exemplo de que a produção serve mais para alívio cômico hoje em dia foi o recente episódio musical da sexta temporada, aquele com uma dancinha da Evil Queen que até hoje serve para me fazer dar gargalhadas quando estou em algum momento ruim. Além, claro, do “reboot” para repetir os mesmos plots do início da série porque muita gente do elenco debandou, incluindo a protagonista, e ninguém sabe qual sentido OUaT vai ter agora. Resta aguardar a estreia da sétima temporada e esperar para ver… Isso se você não for um dos que abandonaram o barco junto com a Jennifer “SemVontadeDeAtuar” Morrison os CharmingZzZ!!

 


Por Márcio Zanon

Pretty Little Liars começou e enganou todo o público que assistiu. Enganou se passando por uma série boa e, ao longo dos anos, se revelou nunca ter sido… Só demorou para alguns perceberem (ou não). No começo, PLL aparentava ser ótima, as coisas até que faziam um pouco de sentido e era uma série teen de mistério bem bacana e envolvente. Mas, com o transcorrer das temporadas, não dava para ficar na mesma trama da garota sumida e eles tiveram que inovar… e aí veio a decadência. Depois da segunda temporada, você percebe mais e mais plots absurdos e que não fazem sentido algum. Além disso, quando as histórias ficam mais mirabolantes e mais exigentes, a atuação das protagonistas fica ainda pior!!

Porém, mesmo assim, Pretty Little Liars nunca me fez querer largá-la. Depois que parei de assistir levando a sério e a tratei como uma série de comédia revolucionária, que acha que é um mistério/drama/sci-fi/fantasia/comédia e todos os tipos de gêneros possíveis já existentes, me diverti muito mais, principalmente quando tudo finalizou da forma mais cretina possível. Como não amar uma série que faz uma trama de roubo de óvulos, que são implantados na namorada da que foi roubada por uma gêmea britânica (com um sotaque horroroso) de sua amiga e que, no final, quem inventou o tão famigerado jogo de Pretty Little Liars vence só porque ela é a Mona? Enfim, tudo é muito fraco ou muito mal feito. A série criou “mistérios” demais e, no fim, deixou de responder vários deles, os quais somente alguns foram explicados pela criadora Marlene King no Twitter ou em entrevistas!! Não tem como não odiar amar essa série!

 


Por Leandro Alvarenga

Quem conhece Ryan Murphy e seus trabalhos sabe que o cara é um gênio, mas que muitas vezes erra um pouco na mão. Scream Queens está no meio-termo de tudo isso. Uma coisa ruim e de gênero indefinido, porém viciante. Apesar das duas temporadas terem sido recheadas de estrelas da música e do cinema, o enredo promissor não funcionava muito bem. Você não se importava muito em saber quem era o assassino, não estava lá assistindo pela comédia e muito menos pelo suspense. Mas, por algum motivo, era impossível deixar de acompanhar as aventuras do trio de Chanels liderado por Emma Roberts.

Sentar e assistir Scream Queens toda semana era uma espécie de descanso e não demandava muita reflexão em comparação à outras séries com roteiros mais complexos. Às vezes o capítulo era tão ruim que era inevitável pensar: Por que estou assistindo isso? Mas lá estava, toda semana. Cancelada após a segunda temporada, a série foi a mais trash a deixar fãs órfãos… Ou pelo menos um fã.

 


Por José Guilherme

Comecei The Strain com altas expectativas e com uma ansiedade um pouco incomum para mim, afinal eu iria poder conferir uma série de Guillermo del Toro para o FX, sendo ela adaptação de uma obra literária do próprio cineasta. Bem, para ser absolutamente sincero com vocês, tudo de bom que The Strain poderia entregar ela o fez apenas no seu piloto. Depois da excelente estreia, a série foi descendo ladeira abaixo rumo à uma infinidade de clichés do gênero, mesmo tendo bons roteiristas, diretores e um elenco razoavelmente talentoso.

Coloco a série como o maior Guilty Pleasure da minha grade porque, apesar da vergonha alheia que os plots malconduzidos despertavam em mim, o gore e o clima pulp continuaram a me prender até o bem-vindo anúncio da temporada final. Infelizmente em sua trajetória The Strain utilizou del Toro como um laranja, e eu não consegui sentir nada do que senti enquanto lia a Trilogia da Escuridão. Um desperdício pesaroso e que poderia ter transformado uma série sobre vampirismo como um surto pandêmico numa alegoria para o terror do mundo atual. No fim, ainda vou preferir as memórias dos livros protagonizados por Eph, Setrakian e Vasiliy. Elas sim fizeram a diferença para mim.

 


Por Celso Landolfi

Depois de um ano de estreia empolgante, The Walking Dead conquistou muitos fãs e a audiência da série subiu até se tornar o show mais visto da TV a cabo. É uma pena que desde então a qualidade da história não cresceu junto com o tamanho de seu público. Com temporadas que mais enrolavam do que qualquer coisa, os zumbis deixaram de assustar e começou a ficar previsível que pouca coisa iria acontecer entre a season première e a season finale (geralmente os dois únicos episódios empolgantes ao longo do ano).

Salvo exceções, assistir um episódio de The Walking Dead é um exercício de paciência e uma batalha contra o sono. E, mesmo assim, continuo vendo, esperando Rick, Daryl e companhia voltarem a ter bons momentos. A cada ano a esperança diminui, mas quem disse que eu consigo largar isso? Provavelmente vou ver essa enrolação até o dia do series finale, daqui uns 20 anos!

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Essa foi a nossa lista de séries que sabemos que são ruins, mas nada nos fez/faz abandoná-las. E você, tem alguma outra série que não está na lista? Temos certeza que sim… Nem adianta esconder!! Não deixe de contar qual é a sua Guilty Pleasure nos comentários!!