Animaction | Batman e Arlequina

O plot desta nova animação do Batman é bem simples: Hera Venenosa e Jason Woodrue (a.k.a. Homem Florônico) se unem para transformar o planeta inteiro em um ser verde único, onde todas as pessoas passarão por mutações genéticas do mesmo tipo que ambos ou morrerão no processo. Apenas porque o planeta está morrendo com o desgaste ambiental, deixando Hera mais furiosa do que nunca. Os nossos vilões, porém, precisam de uma fórmula bem complicada para realizar tal evento e sequestram um dos cientistas do S.T.A.R. Labs para ajudá-los na equação. No meio do caminho, Batman e Asa Noturna só têm uma chance de encontrar Hera: Arlequina.

Ocupado tentando descobrir mais sobre como impedir os planos dos inimigos, Batman manda Asa Noturna para recrutar Arlequina, o que nos leva a um dos pontos mais interessantes na animação, e não falo do fato dela o prender na cama para tirar proveito do ex-garoto maravilha, uma vez que já vimos isso em Assalto em Arkham. Após largar a vida da bandidagem, a ex-namorada do Coringa está simplesmente trabalhando num bar especializado nas mulheres do Universo DC e, para atrair clientes, claro, as garçonetes têm que se vestir mais provocativamente – mas nada de tocar nelas, como vimos com Quinzel.

A sexualiazação das personagens toma rumos mais adultos também quando Asa Noturna está preso na cama. “Eu nunca pensei que você e o Batman gostassem de garotas“, diz Arlequina ao ver que, apesar de estar de calcinha e sutiã, fez o Asa Noturna ter uma ereção rápida demais. É quando eu me pergunto se essas personagens femininas sempre foram “vendidas” assim pelos filmes, HQs e desenhos e muitos de nós nunca vimos isso. E talvez essa tentativa de aproximação da realidade, mesmo que com a sexualidade, também seja mostrada em cenas do tipo em que a personagem para dois segundo para beber água ou até mesmo peida e dá o dedo durante o filme – o que foi ótimo, ao meu ver, por ela ser simplesmente uma das mais incríveis e cativantes personagens femininas do DCU.

Com alguma demora, a batalha final chega… Mas não sem antes uma pequena diversão num bar, onde vemos referências da série do morcegão dos anos 1960 e umas piadas meio charlatonas também. Acreditem ou não, fica bem legal ver tudo isso num contexto, e você que é fã realmente não acredita que os roteiristas foram até este ponto, algo que também acontece na animação do LEGO Batman: O Filme. Contudo, em meio ao que parece impossível para o nosso time, que quer salvar a humanidade, ou seja, parar Hera e Jason de seu plano insano, é apenas o fato de Arlequina e Hera já terem um passado e apenas a ligação entre as duas acaba salvando o dia. E convenhamos, nem mesmo o Batman resiste ao ver a Arlequina chorando. Logo, Hera desiste de tudo e luta contra seu ex-parceiro de crime de um jeito bem bacana de se ver.

Gostaria de fazer uma observação ainda de que as melhores cenas de luta da animação ficam com as garotas, e não por serem duas mulheres, mas sim por ter pancadaria pura como deve ser. Talvez seja isso que precisamos ver mais em tela também. Estão aí o filme da Mulher-Maravilha e a série da Supergirl para provar meu ponto. Mas mesmo quando o grandioso e mitológico Monstro do Pântano aparece para o que poderia ser a salvação, ainda é a louquinha da Arlequina que acaba salvando as peles do Batman, Asa Noturna e todo o mundo.

O filme é bem bacana de ver, não é nenhuma obra-prima do DCU, tampouco me parece fazer diferença na cronologia de filmes animados do Universo do Batman. Porém, é uma ótima pedida para os fãs e para quem quer muito se divertir, afinal, não seria um filme da Arlequina se nós não nos divertíssemos, não é mesmo? Até a próxima, meninos e meninas!