The Gifted | Série sobre universo mutante se mostra promissora para fãs da franquia

The Gifted é a prova de que o público ainda não está saturado do universo que engloba X-Men. Carregando o peso deixado pela qualidade de Legion, a nova aposta da FOX, em parceria com a Marvel, demonstra grande potencial de êxito, ostentando o conceito de que não será mais do mesmo.

Na trama, Reed (Stephen Moyer) e Caitlin Strucker (Amy Acker) retratam um casal de pais comuns e sem poderes que se encontram envolvidos em uma crise após uma revelação catastrófica no baile da escola, que indica os dois filhos adolescentes, Lauren (Natalie Alyn Lind) e Andy (Percy Hynes White), como portadores do Gene X, fator que denomina pessoas mutantes. Como se não bastasse o conflito, Reed trabalha no que parece ser uma entidade do governo que controla a criminalidade mutante, ato que o leva a agir contra tudo aquilo que defendia, iluminando um novo caminho a ser seguido.

Fugindo da vigorosa equipe federal chamada Sentinela, a família terá que unir forças ao grupo de mutantes rebeldes formado por Blink (Jamie Chung), uma jovem capaz de criar portais de teletransporte; Polaris (Emma Dumont), mulher que controla campos magnéticos; Eclipse (Sean Teale), líder da causa, que possui a habilidade de absorver e controlar fótons com as mãos; e Thunderbird (Blair Redford), homem com capacidades físicas e sentidos amplificados.

No que diz respeito ao ponto de vista visual, The Gifted cumpre bem com o solicitado e exibe caracterizações e efeitos de qualidade dentro da narrativa. Aqui, a história começa de modo frenético, optando por não perder tempo explicando a origem dos personagens associados à grande franquia. Entretanto, mesmo aqueles que não conhecem os eventos, conseguem se situar na concepção dos elementos oferecidos. O enredo posiciona o público logo de início, demarcando a época em que se localiza os aspectos vívidos ao apontar que o grupo conhecido como X-Men está perdido. Os planos de ação são bem construídos e exibem uma sincronia no conjunto de cenas que exigem o uso de diferentes estilos de poderes reunidos.

A poderosa força policial manifestada reflete a existência de um governo exigente e intolerável. Porém, Reed deixa (por enquanto) em aberto a questão de saber ou não dessas práticas de retenção mais drásticas contra aqueles que agora clamam por auxílio, ato que relembra a antiga frase “o problema não é meu, desde que ele não me atinja”. Todavia, fica claro que o peso família vs trabalho, correto ou errado, será explorado nos tópicos seguintes nos quais o personagem de Stephen Moyer terá que enfrentar com os mutantes classificados por ele como uma ameaça a noção de paz que foi estabelecida.

O elenco juvenil sugere ser promissor, Natalie Alyn Lind convence como irmã mais velha responsável, ao passo que Moyer aplica facetas já conhecidas. Ainda assim, o par formado com Amy Acker funciona de modo eficaz e a atriz transparece a verdadeira preocupação de uma mãe com os filhos em perigo. No mais, o restante dos intérpretes complementa a narrativa, e Sean Teale conquista a maioria ao demonstrar ser capaz de fazer tudo por um amor que foi separado de forma abrupta no princípio.

Apresentando um controle na manipulação dos quadrinhos, The Gifted se finca como uma pretensiosa aposta capaz de entreter e nos deixar ávidos por novos capítulos. Diferente do que vem sendo exibido, a série dá a impressão de que irá se firmar no mercado mutante, abordando uma forte e audaciosa história que se consolida em um mundo já conhecido. Todavia, o enredo figura ser diferente, explorando questões ainda não vistas, como, por exemplo, o ponto de vista dos pais dessa dupla de mutantes, algo que não foi aprofundado na receita dos filmes.