Crítica | Han Solo: Uma História Star Wars

Han Solo: Uma História Star Wars é o segundo spin-off lançado pela Lucasfilm desde que foi comprada pela Disney em 2012. Nesta nova aventura, somos apresentados a uma versão jovem do lendário Han Solo interpretado por Harrison Ford. Desta vez, é Alden Ehrenreich que assume o papel do contrabandista mais querido da galáxia. Com uma história simples, e quase sem grandes ambições, este novo filme não chega a ter o mesmo peso e nostalgia de Rogue One, mas entretém o suficiente para agradar o público, em geral os fãs da franquia.

O longa apresenta o jovem Han desde seus dias de ladrão de rua no planeta Corellia. Han quer sair de lá de qualquer jeito, mas, quando consegue, é separado de Qi’ra, seu primeiro amor. Decidido a resgatá-la, ele se junta a um grupo de ladrões para ter dinheiro suficiente e resgatar sua amada. Essa é a premissa que leva Han a conhecer Chewbacca e Lando Calrissian, personagens já conhecidos do público.

Ron Howard garante uma direção segura para um longa com roteiro preguiçoso, que aposta em piadas e na nostalgia mais do que na história sendo contada. Temos sim elementos surpresas com destaque positivo, como a droid L3, que luta por direitos iguais entre droids e humanos, mas o filme, salvo detalhes que devem agradar aos fãs mais fiéis, não sai do previsível. Isso é curioso, pois é justamente uma das falas presentes na produção.

Se contar um prequel de Han Solo era mesmo necessário, creio que não. Até porque ninguém tem o carisma de Harrison Ford. Mas uma vez produzido, Han Solo, o longa, deve agradar quem busca um filme pipoca. Não é desta vez que a Lucasfilm apostou em uma narrativa mais séria sobre um personagem que poderia muito bem ser complexo, mas que vira apenas um mocinho rebelde, longe de qualquer espírito anti-herói que Han tinha, principalmente em Uma Nova Esperança, o que em até certo ponto cria uma contradição.

Han Solo: Uma História Star Wars não deixa de ser uma aventura divertida. Ron Howard cria sequências de ação empolgantes, explorando cenários ainda não vistos em Star Wars, como um trem altamente tecnológico ou confins do espaço onde feras inimagináveis habitam. Não há sabres de luz, ou quase, mas a experiência não depende disso. Além do protagonista, o elenco conta com Woody Harrelson, Emilia Clarke e Donald Glover, o cara do momento, que consegue imprimir algo de novo a Lando sem perder a essência do original, interpretado por Billy Dee Williams.

Enfim, mesmo sendo descartável, Han Solo entretém seu público. Não passa perto de ser um filme memorável, mas não deve incomodar, como aconteceu com os prequels do começo do século. Os fãs, como eu, vão se divertir caçando referências e curtindo a nostalgia. Mas não matamos a saudade do bom e velho Han, pois não é Harrison Ford. Quanto a isso, teremos que nos contentar com o que vimos em O Despertar da Força.