Supergirl | 3×22 – Make It Reign

Para se recuperar do tropeço do episódio anteriorSupergirl apostou alto, revelou informações que mudam o rumo da história e criou uma situação muito mais ameaçadora do que qualquer coisa já vista na série. A boa notícia é que a expectativa para o confronto final voltou, a má é que essa reviravolta não teve a melhor das execuções.

A quebra de expectativa que aconteceu no episódio anterior gerou a necessidade de algo grande, algo que fizesse com que o público voltasse a se preocupar com inimigos que haviam, aparentemente, decepcionado. A ideia de destruir o planeta é, com certeza, ameaçadora o bastante, mas ela gera um problema: não faz sentido nenhum. A Terra claramente já é um planeta onde kryptonianos podem viver, então a única função desse processo de alteração do planeta é matar toda a população, mas isso não é lógico. O plano de Selena parece muito com o de qualquer supervilão poderoso, mas não se encaixa com aquilo que ela parece querer. Mas, de qualquer forma, não se pode negar que o interesse pelo desfecho da história voltou a existir, e isso é algo bom.

Falando ainda no plano de Selena e suas companheiras: é uma pena que tenham colocado outras pessoas ao lado dela. A criadora da Reign convence como vilã, é uma personagem interessante e que merece ser explorada agora no final, muito diferente de suas ajudantes. As outras não têm carisma, não convencem, claramente só estão lá para fazer número e aumentar a ameaça. Um bom vilão fica muito mais interessante sozinho do que cercado de figurantes de luxo sem substância.

Mas não foi só o lado dos vilões que apresentou exageros para deixar tudo mais ameaçador: a morte do amigo de Winn tentando proteger o sangue das outras worldkillers também foi claramente desnecessária. Conseguiu o resultado desejado? Sem dúvida, mas saber que o sacrifício dele foi inútil porque a Kara quis fazer um joguinho para sacanear a Selena arremessando os frascos de sangue logo em seguida é bem deprimente. Mortes em séries de heróis às vezes são necessárias, são grandes eventos e mudam muita coisa. Esse claramente não foi o caso. Matar personagens deve ser algo importante para a trama e não uma forma de deixar tudo mais dramático.

Apesar de tudo isso, existiram momentos genuinamente interessantes: tanto as cenas focadas em Sam quanto aquelas que mostravam J’onn e M’yrnn exploraram situações interessantes. Foi bom ver que apesar de terem simplesmente mandado a Sam para casa depois de tudo o que aconteceu, finalmente resolveram fazer uns exames nela. A situação dos marcianos já é mais complicada, nunca imaginei que o pai do Caçador de Marte fosse ter um papel vital para o final da temporada, mas realmente espero que ele tenha esse momento de glória. O personagem foi um dos pontos altos da terceira temporada e merece um fim digno.

Make It Reign foi, além de um ótimo trocadilho, um episódio competente. Choveu drama desnecessário e tentativas de fazer com que os vilões parecessem incríveis, mas no final acabou dando certo. Supergirl conseguiu “dar poder” aos vilões novamente e preparou o cenário para um final de temporada épico. Podia ter sido melhor, mas conseguiu o resultado desejado.