Lista | Os 10 melhores filmes de 2017

Depois de nossa equipe eleger as dez melhores novas séries de 2017, chegou a vez de se ajeitar na cadeira do cinema, segurar a pipoca numa mão, o refrigerante na outra e ver quais foram os filmes que mais marcaram presença na votação do nosso time. A lista está bem diversificada, com direito a terror e ganhador do Oscar. Vem com a gente!


CRÍTICA | MÃE!

Darren Aronofsky, o mesmo diretor de Cisne Negro, apresenta dessa vez um filme impactante, com cenas por vezes desesperadoras e que nos deixa muito a pensar. Vale a pena assisti-lo de qualquer jeito, mas, se possível, é bem mais interessante mergulhar nessa história sem saber muito bem do que se trata, a fim de ir aos poucos criando sua própria teoria e se surpreendendo com o rumo que o enredo toma. Há uma grande alegoria por trás da história que se desenvolve através de metáforas construídas pelo roteiro, algumas mais claras que as outras.

Fato é que Mãe! não é um blockbuster, não é puro entretenimento, é um filme que vem para nos deixar desconfortável e até mesmo boquiaberto. A crueldade de certas cenas combinadas com o desespero e submissão da personagem de Jennifer Lawrence e com a frieza e distanciamento do personagem de Javier Bardem são prato cheio para a criação de diversas teorias sobre o longa, que certamente não tem só uma interpretação correta. Se o diretor queria chocar e chamar atenção para assuntos que vão desde questionamentos religiosos a direitos das mulheres, ele conseguiu. Dessa forma, Mãe! é um filme que vale a pena ser visto mais de uma vez e que com certeza tem muito a dizer. Por Luísa Ribeiro


CRÍTICA | DUNKIRK

Christopher Nolan levou o público para dentro de um cenário de guerra como poucos diretores conseguiram nos últimos anos. Dunkirk é uma obra orquestrada com excelência pelas mãos do diretor, que contando uma história em três frentes, terra, mar e céu, criou um clássico instantâneo com um visual épico para um episódio da Segunda Guerra Mundial. Seria impossível ver este filme fora da lista dos melhores de 2017.

Dunkirk conta com planos belíssimos e cenas que se desenvolvem dando um ar poético a um conflito extremamente violento. Impossível sair do cinema sem perder o fôlego. A Academia não pode ignorar o trabalho feito por Nolan desta vez. O longa foi um dos melhores blockbusters que Hollywood ofereceu ao público em 2017. Por Celso Landolfi


CRÍTICA | IT: A COISA

Muito se discute sobre o gênero terror e se algum dia ele vai morrer, já que é cada vez mais difícil encontrar histórias que impressionem todo mundo. Foi aí que It: A Coisa chegou com a promessa de ser um dos blockbusters mais aclamados de 2017, e conseguiu. A releitura do filme de 1990 sobre o palhaço amaldiçoado que come crianças fez tanto sucesso que chegou a ser melhor que o longa original.

Muita gente reclamou na época do lançamento, questionando o humor que rola durante o filme, mas tudo deu bem certo para o longa. A história, que gira em torno de alguns amigos pré-adolescentes que são assolados pelo palhaço Pennywise, ganhou muitos corações com a nostalgia carregada durante a trama, que se passa nos anos 1980. E o que a gente mais sente saudade de ver nas telinhas e nas telonas (alô, Stranger Things!) são crianças em apuros descobrindo o significado da amizade.

It: A Coisa é a formula perfeita para isso e para que os amantes do gênero terror possam respirar aliviados. E o melhor de tudo é que revelou muitos atores mirins novos que são bons e consagrou Finn Wolfhard (o Mike, de Stranger Things, hit da Netflix) como uma promessa desta nova geração. Por Fernanda Ferreira


Moonlight: Sob a Luz do Luar acompanha, através de três capítulos, a história de vida de Chiron, um menino que desde sua infância sofre as consequências da realidade de seu bairro e enfrenta diversos dilemas relacionados à sua identidade e sexualidade. Assim como seu protagonista, Moonlight é um filme subjetivo, falando somente sobre o necessário que lhe cabe no momento.

Além de sua narrativa e fotografia marcantes, o longa ainda gera reflexões importantes sobre nossa sociedade e sua influência na formação de seus indivíduos. O elenco também é um grande destaque da produção. Principalmente Mahershala Ali, Naomie Harris e Janelle Monáe, que conseguem, mesmo com pouco tempo de tela, entregar personagens fortes e característicos, essenciais para o desenvolvimento do protagonista e da trama.

Moonlight foi, com certeza, um dos principais destaques do cinema em 2017, tratando-se de uma produção muito bem executada e com abordagens extremamente atuais e importantes de se refletir. O longa, como um todo, é uma grande obra, não sendo em vão seu prêmio de Melhor Filme no Oscar deste ano – e seu devido lugar nesta lista. Por Daniela Sousa


CRÍTICA | THOR: RAGNAROK

Thor: Ragnarok foi uma das grandes surpresas do ano, já que este capítulo mostrou ser um dos mais divertidos dentre a gama de títulos já produzidos pela Marvel. Apesar de o trailer evidenciar uma trama sombria, o filme foi capaz de entregar uma história engraçada e irônica, podendo se comparar ao conhecido sarcasmo já implementado por Tony Stark em outros títulos do MCU. Essa nova perspectiva colocou um fim na seriedade estabelecida pelo Deus do Trovão nos dois primeiros filmes da saga, inserindo de forma natural um humor agradável e bem recebido por aqueles que acompanham o desenrolar do personagem.

Como o nome já diz, o enredo apresenta os eventos do temido Ragnarok, explicando e colocando em prática esse acontecimento apocalíptico da mitologia nórdica, que tem como foco a destruição do reino de Asgard. Nesse meio-tempo, presenciamos o retorno de Thor para casa e somos levados ao descobrimento da farsa de Loki. Após isso, embarcamos em uma missão de resgate, na qual os dois irmãos tentam localizar o verdadeiro paradeiro do pai, que está perdido em algum ponto distante da Terra. Todavia, neste mesmo cenário, identificamos a chegada da cruel Deusa da Morte conhecida como Hela, despontando uma sucessão de acontecimentos que levam Thor ao extremo diversas vezes ao longo da narrativa. Por Victtor Martinez


Em filmes de ação, geralmente não vemos uma mulher ser protagonista quando toda uma indústria é focada mais em atuações masculinas para este gênero. E felizmente nos últimos anos vemos mulheres cada vez mais em destaque e trazendo novidades em diversos seguimentos de filmes para inovar e nos empolgar, como é o caso de Atômica. Para começar, Charlize Theron mostra a que veio a todo momento no decorrer do longa. Quando muita ação é necessária, é nítido o trabalho estupendo da atriz, assim como quando é também em uma cena ou um diálogo mais dramático. É notável a qualidade da mesma.

Além da atriz fazer um exímio trabalho do início ao fim do longa, a história é muito boa e prende o espectador. Até certos twists criados são extremamente bem feitos e possuem total sentido que surpreendem. As cenas de ação, por mais mirabolantes que sejam, são de acordo com a realidade na qual o filme se passa. Existe um plano-sequência muito longo e que parece que nunca vai ter fim, mas que é ótimo e deixa quem está assistindo sem ar, intrigado e ao mesmo tempo cansado, assim como a personagem aparenta estar. Atômica foi uma ótima surpresa para os filmes de ação e merece ser conferido o quanto antes por aqueles que ainda não o assistiram. Por Márcio Zanon


Estrelas Além do Tempo estreou no primeiro semestre de 2017 no Brasil e conta a história de três mulheres negras que foram essenciais para a NASA na corrida espacial contra a Rússia. Falando sobre segregação, o filme direciona os holofotes nas dificuldades das protagonistas em se colocar como indivíduos ativos na sociedade e no trabalho, mesmo estando evidente a superior competência delas em relação aos personagens brancos secundários.

Octavia Spencer foi indicada ao Oscar na categoria Melhor Atriz Coadjuvante e suas duas parceiras de cenas não ficam atrás na entrega às personagens, com destaque para Taraji P. Henson, que é responsável pela cena mais emocionante do longa. Por Leandro Alvarenga


Se você pensava que nunca mais iria conseguir tirar “Let It Go” da cabeça, prepare-se para ouvir a trilha sonora maravilhosa deste filme e conhecer mais uma personagem incrível que a Disney criou para nós. Moana – Um Mar de Aventuras deixa claro que a era de princesas indefesas e dependentes de um príncipe que só chega no final da história ficou definitivamente para trás. Apesar de todas as inseguranças que a jovem Moana possui e de não saber ao certo o que seu futuro lhe reserva, ela é determinada e independente, uma característica que está em voga atualmente, mas que com certeza ainda precisa ser trabalhada.

Precisamos cada vez mais de exemplos como o de Moana, pois ela prova que é possível sim escolher o caminho que quer trilhar e, por mais difícil que seja, a força para seguir em frente está em nós mesmos. Interessante nesta animação é que ao final percebemos que não havia um vilão propriamente dito, podendo então interpretar o temível Te Kã como uma grande metáfora sobre conhecer a sua própria essência e ser fiel a ela, o grande desafio que Moana precisa enfrentar, e o faz com maestria com a ajuda de uma das melhores avós do mundo e de um semideus que também precisava aprender a agradecer pela ajuda. Por Luísa Ribeiro


Corra! foi um dos filmes do ano com mais destaque na crítica, surpreendendo a todos ao se apresentar além do que a proposta inicial introduzia. O título, que tinha tudo para parecer clichê, trouxe uma história original, bem contada e reflexiva. Com toques de humor e drama, esse suspense psicológico soube ganhar o público, gerando grande “burburinho” na mídia e naqueles que se impactavam com o desenrolar da narrativa.

Caso ainda não tenha assistido, a história traz Chris (Daniel Kaluuya), um homem que vive um relacionamento interracial com Rose (Allison Williams), prestes a viajar com a namorada para, então, conhecer sua família. Entretanto, a viagem de fim de semana até uma pacata cidade do interior revela estranhos acontecimentos, manifestando a existência de motivações inquietantes e também desconhecidas. A partir disso, o homem tem um vislumbre da complicada situação em que se meteu e passa a tentar descobrir um meio de contornar a ocasião para sair do cenário com vida. Por Victtor Martinez


CRÍTICA | LOGAN

Inspirado em uma das melhores histórias do Wolverine nos quadrinhos, Logan foi uma experiência completamente diferente de todos os outros filmes de heróis já vistos. Sem se preocupar em ser grandioso e apresentar muitas explosões e ação, o longa explorou profundamente a personalidade e os tramas psicológicos de seu personagem principal. O resultado disso é um filme inovador para seu gênero, no qual a morte deixa de ser uma possibilidade distante e que um futuro distópico não é algo que possa ser evitado.

Em um ano em que os heróis roubaram a cena, especialmente em filmes solo, Logan se destacou por apresentar uma proposta completamente diferente. Sem batalhas épicas entre exércitos, alienígenas ou deuses, o filme do mais famoso entre os X-Men chamou a atenção por contar uma história séria, sem um final feliz, na qual o elemento mais relevante foi a qualidade daqueles que, tanto na frente quanto atrás das câmeras, estão envolvidos no projeto. Sem dúvida, um final digno para um dos heróis mais marcantes do cinema e uma brilhante despedida para Hugh Jackman. Por Vinícius Parra


Pronto, essa foi a nossa lista com os melhores filmes de 2017! Ficou coisa boa de fora? Claro! E é provável que você também possa discordar de algum título. Então, agora é a sua vez de dizer aí nos comentários os dez filmes que você mais gostou este ano. Até a próxima!